Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.
05-07-2018

A sua durabilidade e resistência no tempo, provoca que seja praticamente impossível a sua degradaçom

O fim dos plásticos?

JOM LUS FERREIRO CARAMS

Desde o passado 1 de Julho, está proibido dar sacos de plástico nas compras, há que as pagar. Mas que problema há em ter que pagar 5 até 15 cêntimos numha compra de 5, 10, 30 ou mais euros?, é este o jeito de rematar com os sacos de plástico, com simples medidas dissuasivas?. O problema remata nos sacos, ou é preciso rematar com os plásticos em geral?, podemos viver sem plásticos?

Que som os plásticos?. Os plásticos em geral som polímeros, é dizer longas cadeias moleculares formadas a partir da repetiçom dumha estrutura básica, por exemplo o PET (polietileno) é um polímero de etileno, normalmente há outros compostos PVC, é um polímero de vinilo com cloro.. A maior parte deles som derivados do petróleo.

Vantagens: Som compostos muito resistentes e duráveis no tempo, som muito baratos, e a grande variedade dos mesmos permite que sejam utilizados para praticamente qualquer actividade humana.

Inconveniências: O maior problema é praticamente umha das suas principais virtudes, a sua durabilidade. É também importante a sua afectaçom à saude tanto animal como humana, devido a que ao longo do tempo dérom-se-lhe usos nos que nom estava comprovado previamente a sua nocividade ou inocuidade, por exemplo o PVC, mas há muitos mais e a lista seria muito longa.

Há apenas 100 anos que começárom a se produzir os primeiros plásticos industriais, e hoje estám em todos os sítios. Quase todo o que nos rodeia ou tem algo de plástico ou é todo de plástico. Incluso no nosso corpo, desde pílulas até próteses ou mesmo substitutos de peças e órgaos do nosso corpo.

Falo de plásticos em plural porque as suas origens e as suas propriedades som muito diversas. O principal problema, a sua durabilidade e resistência no tempo, provoca que seja praticamente impossível a sua degradaçom e a evoluçom da maior parte deles é a simples rotura em pedaços cada vez mais pequenos (nom a sua descomposiçom), até chegar às nano-partículas (partículas microscópicas, mas que seguem a conservar a estrutura do plástico) e que finalmente chegam a se integrar na cadeia alimentar. Isto cria um gravíssimo problema, ainda nom avaliado na sua totalidade porque o conhecimento desta particularidade é muito recente. Até agora conhecem-se os efeitos dalguns tipos de plástico no ser humano e no médio ambiente em geral. A acumulaçom de plásticos sem degradar em terra e no mar que provoca a morte de animais que acidentalmente se alimentam deles por erro. Mas também os efeitos que provoca o seu contacto físico ou com alimentos, cremes... que som usadas por humanos.

Ante isto teríamos que eliminar os plásticos?, Gostemos ou nom, hoje vivemos num mundo de plásticos, e nom seria possível viver sem eles, como todas as criaçons humanas podem-se usar para bem ou para mal. A soluçom nom é mágica, mas também nom é impossível. Nom há umha única via, senom que esta é múltipla.







Para que estas três propostas foram viáveis é preciso mudar o modelo de sociedade. As famosas três r, reduzir, reutilizar e reciclar, e precisamente nessa ordem som fundamentais. Mas num sistema (o capitalismo) baseado no lucro rápido, o consumo sem medida e a exploraçom de todos os recursos incluídos os humanos como se nom houver limites é impossível, porque a própria subsistência do sistema obriga a nos comportar desse jeito. O problema provocado por nos (os plásticos som a nossa criaçom), é muito sério, mas tem soluçom, e como sempre a soluçom nom vem de medidas parciais, eliminaçom dos sacos  ou incrementar a percentagem de reciclagem, nem sequer da simples consciência. Os plásticos som necessários, e a soluçom é global e implica um outro modelo de desenvolvimento no que as pessoas e o médio estejam por diante das cousas.