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07-11-2010

O decreto é indefensível desde o ponto de vista político, desde o ponto de vista sindical, galegos claro!, e desde o ponto de vista do ecologismo

Decreto do carvom / manifesto polo peche das térmicas

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Carbon


 Antes de começar quero pedir desculpas por nom ter escrito os artigos anteriores na normativa reintegracionista. Umha opçom que tomei alguns anos atrás, porque como dizia Carvalho Calero "o galego ou é galego-português ou é galego-espanhol, eu optei pola primeira e tenho que ser conseqüente.

O governo espanhol no mês passado 5/11/2010 conseguiu da UE que se aprovara o "decreto do carvom" (agora mesmo em suspensom polos recursos judiciais). Um decreto que vai contra a política médio ambiental europeia e que é um passo atrás na substituiçom das térmicas de carvom por outras energias mais limpas. Como é possível isto?, pois porque há mais países numha situaçom parecida á espanhola, Alemanha por exemplo tem a sua minaria do carvom paralisada e coa desculpa da crise prorrogará o seu definitivo peche uns anos mais, subvencionando a queima de carvom autóctone.

O decreto do carvom vai suponher

1. Subvencionar o carvom da minaria espanhola para o consumo nas térmicas espanholas com um dinheiro que todos teremos que pagar

2. Usar carvom mais contaminante, aumentando asi os seus efeitos na atmosfera, que nos vam afectar a todos e todas.

3. Aumentar a percentagem de energia eléctrica produzida com carvom, ao estabelecer o limite por enriba do produzido no ano anterior. Mais contaminaçom e marcha atrás no processo de substituiçom das  térmicas de carvom.

4. Para Galiza seria o peche definitivo das duas térmicas existentes, a perda da capacidade de produzir (neste caso energia eléctrica),e a perda de muitos postos de trabalho.

O decreto é indefensível desde o ponto de vista político, desde o ponto de vista sindical, galegos claro!, e desde o ponto de vista do ecologismo.

A nossa postura como ecologistas fronte ao decreto do carvom nom pode ser outra que a do rejeitamento. Porque se vai incrementar o uso de carvom mais contaminante, e vai aumentar a percentagem de produçom eléctrica com este material. Temos que defender o passo gradual ás energias limpas, e este decreto é um passo atrás. 

Este decreto foi apoiado directa ou indirectamente polos partidos políticos espanhóis (PsoE, IU e PP), asi como polos sindicatos espanhóis (CCOO e UGT) realizando todo tipo de mobilizaçons em Espanha para saca-lo adiante.

E por iso que no nosso pais ocorrem algumhas cousas "estranhas" (nom acredito nas casualidades na política), aparece o manifesto "dez razons para pechar as térmicas de carvom". Só 8 dias depois da aprovaçom do decreto por parte de Bruxelas e ao dia seguinte do dia da hispanidade (para mais conha). Um manifesto apoiado por praticamente todo o movimento ecologista no nosso pais, há que aclarar que imediatamente depois Adega enviou aos meios um texto explicando a sua postura e a delegaçom de Ferrol da SGHN desvinculou-se deste manifesto, havendo outras organizaçons e pessoas a título individual que nom concordam com ele.

Galiza tem capacidade potencial para cobrir as suas necessidades energéticas com energias renováveis. Desde o movimento ecologista todos e todas estamos a favor do peche de todas as térmicas de carvom e as galegas nom podem ser diferentes. Mas é algo que precisa dum processo gradual, tanto na reduçom na produçom de electricidade a traves da queima de carvom, como na substituiçom e busca de saídas laborais a todas as pessoas ligadas ao funcionamento das térmicas. Primeiro alternativas e logo substituiçom e peche.

Antes de falar do manifesto umha cousa, nom ponho em duvida em absoluto á maioria das pessoas que integram o movimento ecologista galego, estou certo de que a maioria o apoiaron de boa vontade pensando só no peche das térmicas, e que também algumhas organizaçons nom assinárom o documento por si, senom ao estar em algumha federaçom (FEG por exemplo), mas também tenho claro que houvo outros interesses que movêrom todo isto.

Vamos ao manifesto, começar dizendo que se está contra o decreto do carvom e face lo público com só 8 dias de diferença é mais que suspeitoso, polo apoio indirecto que representa (apoia-se o peche das térmicas galegas que é unha das conseqüências do decreto). Considero que um decreto como este mereceria algum comentário, mas passam absolutamente de dizer mais nada que o carvom é mau, que passa co incremento do uso de carvom?, que ocorre com que esse carvom é mais contaminante?, que passa com prolongar ainda mais o peche das térmicas?... ante todo iso silencio absoluto, o problema som as centrais de Cerceda e As Pontes. Acaso o efeito estufa ou a chuva ácida nom som problemas globais?.

E de novo ao final falam de ENDESA e de GÁS NATURAL FENOSA, no que se di estar contra os interesses de duas multinacionais energéticas, precisamente iso, som multinacionais, se nom queimam o carvom aqui, o queimam em outro sitio. Os prejudicados polo peche imediato som os trabalhadores e trabalhadoras destas térmicas e de todos os postos de trabalho relacionados com elas, dos que falam com "uns centos de empregos". Estes empregados nom som responsáveis do jogo político em Madrid nem dos seus colaboradores galegos. Mas eles serám os que quedem sem emprego, empobrecimento pessoal, empobrecimento na comarca e em Galiza que perde de novo empregos sem antes ter umha saída. A cambio de umha melhora por umha baixada na contaminaçom, o final das térmicas, ou o fim do efeito estufa?, nom. Para que isto siga pior.

É de agradecer a sua preocupaçom pola diversidade biológica de Indonésia, que bonita é a demagogia!, acaso prolongar  o peche das térmicas vai ajudar ao mantimento desta?.

O espanholismo nom descansa, nom só contra a língua, contra a nossa cultura, pesca..., também no ecologismo existe e trabalha, há ajudantes, alguns "independentistas" para demostrar a sua absoluta independência dam umha reviravolta e defendem nom só neste caso os mais escuros interesses do espanholismo, senom repassar a história de "Galiza nom se vende", tam activa dous anos atrás agora adormecida frente a barbaridades e ressuscitada para estas festas da demagogia e da manipulaçom. É importante o trabalho de IU, em Espanha defendendo o decreto do carvom e aqui apoiando o manifesto, como se pudo ver nas suas "xuntanzas" da "refundacion da esquerda". Por iso é dificilmente crível o começo do manifesto. Também algum ilustre assinante deste manifesto nom há muito tempo que defendia as térmicas e o que fosse necessário.

Desde Galiza, desde o nacionalismo e o ecologismo, entendo que nom se pode dizer mais que as centrais térmicas de carvom há que pecha-las, mas é um processo que ademais de gradual tem que começar por dar alternativas aos postos de trabalho. Igual que o decreto do carvom é unha regressom na política energética o manifesto polo peche das térmicas é umha peça mais de toda a confusom que se está a gerar umha vez aprovado o decreto, alcaldes das Pontes e Cerceda, Pachi Vazquez e PP som outras.


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[30-11-2010 22:16] eumesdecentroña comentou:

Non sei A zoa de Meirama, mais a de As Pontes leva moitísimos anos recibindo subvenciónsda minería esquilmadas ou mal xestionadas.
Os traballadores da Central de AS Pontes danme moita menos pena que os cerca de 3000 autónmos que se foron a calle este últimos mes.
O de este concello e terrorífico. Un concello que conta cuns servicios de luxo gracias a e central de Endesa de As Pontes, que nos pon en perigo ao resto da comarca co enchido da mina e nin siquera ten unha depuradora para non mandar toda a sua merda As Fragas do Eume, un parque natural.
Que se vaian buscando a vida como facemos todolos demais.

[19-11-2010 12:10] alexandre comentou:

comentarispidos!

que falta de respeito e de memória!Neste web nom sei como se permite espalhar certos comentários contra a nossa língua, que o único que demonstram é idiotez e ignoráncia (hai outros webs para isso, ou que lean La Voz, em castelhano, que aí ou calam ou nom molestam).

É tam difícil compreender ainda que o companheiro escreve numha norma galega, e com grafia galega. Comentade-lhe o artigo, carago!

Avançamos? Se Murguia, Biqueira, Castelao, os Vilar-Ponte, Quintanilha, Carvalho Calero, Manuel Maria... e até Francisco Rodríguez ou Garcia Negro levantassem sua cabecinha e lessem esses comentários tam irrespeitosos e incultos contra a nossa língua diriam que nom, que recuamos, e moito.

Alguém se parou a pensar em que língua falava Castelão antes de ir coa tuna a Portugal ? em que língua passou a falar cando voltou? ou mesmo porque grafava às vezes seu apelido com nasalidade Castelão. Pois é, o irmao Castelao, patriota exemplar e galego sobranceiro era um lusista feroz, um reintegracionista radical ou como queirades chamar-lhe. Avançamos ou ficamos parados no ñ?

Saúde, e que pechem as térmicas!

[08-11-2010 13:01] Jorganes comentou:

Concordo contigo nas razóns para rexeitar o decreto do carbón do mesmo xeito que o fixeron as persoas e asociacións asinantes do manifesto "Dez razóns para pechar as térmicas de carbón", manifesto que tamén subscribo plenamente. Obviamente o decreto é indefendible dende o punto de vista do ecoloxismo e así do di o manifesto.

Tamén concordo na necesidade de pechar as térmicas galegas, mais non concordo en que agora toque calar a boca.

Para o meu entender, as persoas e asociacións galegas que apoiamos o manifesto, estamos polo peche das térmicas galegas, e tamén polo peche das do resto do estado e do mundo. A maioría dos dez puntos do manifesto, pódense aplicar a calquera outra central térmica de carbón.

Non entendo porqué falar da destrución da minería en Indonesia é demagoxia. O ecoloxismo de verdade non só se preocupa do que acontece na súa proximidade. Supoño que xa coñece a máxima: "Pensa globalmente, e actúa local e globalmente".

Non é a ti ao único que lle preocupan os postos de traballo. A min tamén me preocupan. Os de Galiza, os do resto do estado e tamén os de Indonesia. O Manifesto tamén o ten en conta:

"Por suposto, é necesario considerar os prexuízos sociais que conlevaría o peche definitivo das térmicas de carbón e encaralos eficazmente a través de medidas de protección social, de formación e de xeración de alternativas sustentables de emprego. Estamos certos de que unha transición -xusta para os traballadores e traballadoras e para as comarcas afectadas negativamente- cara a un modelo enerxético sustentable, baseado no aforro e nas renovables, suporía grandes beneficios para o conxunto da sociedade, tamén no eido do emprego."

Estás a equivocarte cando atacas á rede GNSV. Nin está parada, nin acredito que defendan o "españolismo". Invítote a que te deas unha volta pola súa páxina web: http://galizanonsevende.org

Quizais esteas a confundir o inimigo. Non son os grupos ecoloxistas os que están parados ou calados. Son os medios de comunicación silencian as súas denuncias.

[08-11-2010 05:11] Filologo indignado comentou:

En portugúes queda ben porque é unha lingua culta, en jallejo non porque é da aldea, ese é o pensamento dos lusistas.

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