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08-03-2021

Há algo mais de um ano que começaram os primeiros casos de umha nova pneumonia na China, produzida por um vírus novo, ainda sem nome, um coronavírus

O começo do fim ou o fim do começo

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Há algo mais de um ano que começaram os primeiros casos de umha nova pneumonia na China, produzida por um vírus novo, ainda sem nome, um coronavírus. Pouco depois começaram os primeiros casos na Europa, em Itália. Ainda assi aqui todo eram brincadeiras, isso cura-se com licor café disseram na rádio galega, e outras parvadas como essa. Mas o vírus chegou, começou o confinamento, as mortes...

Ainda hoje há gente que nega a sua existência, cépticos ou negacionistas chamam-lhes... Nunca compreenderei a capacidade do ser humano para crer em qualquer cousa, mas nom ser capazes de ver o que tenhem diante, chamam-lhe fé.

Agora já levamos meses desde que se começou a vacinar à populaçom, começando pola gente mais exposta e mais sensível à enfermidade, vacinas de todo tipo e com campanhas nos mídia para “demonizar” algumha delas, o negocio é o negócio. E do mesmo jeito que ao final do primeiro confinamento anunciaram o vencimento do vírus, agora anunciam o começo do fim. E verdade que as vacinas que se estám a utilizar tenhem umha grande eficácia, mas nom se sabe ainda por quanto tempo, nem se vam ser eficazes para todas as mutaçons/cepas, as há na atualidade e as que haverá no futuro.

É verdade que ainda hoje nom se sabe de que animal deu o passo para o ser humano, mas si que sabemos muitas cousas que figérom possível que isso ocorrera, que se dispersara à velocidade que o fixo, e o grao de incidência que tivo em muitos países, em particular nos chamados do primeiro mundo capitalista.

A desfeita ambiental que a estas alturas de século já abrange à totalidade do planeta, e que fai que a interacçom dos seres humanos com o resto dos seres vivos seja cada vez de maior intensidade, a globalizaçom que fai possível o deslocamento de pessoas e mercadorias em apenas horas de umha ponta a outra do planeta, e o sistema de produçom capitalista que reparte o planeta em zonas de produçom transladando milheiros de toneladas de uns países a outros segundo a “especializaçom” de cada pais. Provocou primeiro o passo aos humanos e depois a sua rápida dispersom.

Mas ainda havia quem acreditava que isso nom passaria do “terceiro mundo”, sem se dar conta que só existe umha espécie e só umha raça, a humana. Havia ainda quem falava da China como um pais pobre, subdesenvolvido, com gente ignorante e sem capacidade para gestionar umha pandemia, ou com capacidade para investigar e desenvolver umha vacina. Quando o vírus chegara a Europa ou USA seria derrotado nuns dias. Passou um ano viu-se a realidade. Europa e USA, que desde os anos 80, os anos de Margaret Tatcher e Ronald Reagan, começaram umha deriva liberal, intensificada desde a crise de 2008 atopárom-se com um sistema sanitário debilitado, destruído, milheiros de profissionais sanitários despedidos e os que ainda ficam, estám cada vez em situaçom mais precária.

Todo para privatizar, porque todo é negócio incluindo a saude humana. Com um pais como a China com mais de 1.400 milhons de habitantes com menos de 5.000 mortos fronte a USA com mais de 500.000 mortos, a quinta parte de todos os mortos do planeta, umha incidência de 3 mortos por cada milhom de habitantes na China fronte a 1.606 de USA. Agora dim que a China mente, o que é evidente é, que quem nos mentiu a nós fôrom os nossos governos e a UE. A ruina de sistema de saude à que nos levárom, superada amplamente por umha crise sanitária que destruiu a economia provocando umha crise ainda maior que a de 2008 levando à pobreza a milheiros de pessoas. Esta situaçom é ainda muito mais grave nos países do chamado terceiro mundo, saqueados polo grande capital transnacional. Ficou claro que o espelho da UE, os USA com um sistema de saude privado, é dizer inexistente, o que há é pouco mais que beneficência, só os ricos tenhem direito à saude, é um fracasso para os seres humanos, mas nom para as empresas.

Ante este panorama que que mudou?. Modificou-se a brutal exploraçom de todos os recursos do planeta?, pois nom, segue igual, na medida em que a economia se recupera volta-se ao mesmo sistema. Começou a se modificar o sistema produtivo evitando a deslocalizaçom e produzindo no mais imediato?, nom segue igual. Reforçou-se o sistema de saude dotando-o de meios e contratando pessoal em condiçons dignas? Já vemos que todo segue igual, incluso avança-se na privatizaçom. Há mais dinheiro para investigaçom?, pois a maior parte dos recursos foi parar a empresas privadas no desenvolvimento das vacinas, mas apenas nada para o sector público.

É finalmente, ante umha pandemia, é dizer umha epidemia mundial, esta-se a atuar de jeito racional? Pois nom, como todo é negocio, as vacinas estám baixo patentes que só permitem ser fabricadas por quem as desenvolveu, implicando isto preços inasumíveis por grande parte dos países da Terra. É possível erradicar o vírus vacinando a populaçom de um pais na sua totalidade?, nom, claro que nom, enquanto exista gente sem vacinar que sigam a se infectar, serám novas fábricas de vírus, e quanto maior, mais possibilidade de mutar, haverá mais cepas, e pode que apareça algumha resistente às vacinas atuais. Ou se eliminam as patentes e há umha vacinaçom planetária ou isto nom nom acaba. Nom é o começo do fim, para isso haveria que mudar muitas cousas, como muito será o fim do começo, porque entramos na fase de fabricaçom de vacinas, mas só isso.



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