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04-05-2020

Há já dous meses que falava do covid-19, esse dia houvo o primeiro morto no estado e só 150 infetados, nengum deles na Galiza. Mas era algo que se sabia que aconteceria

As cousas vam mudar

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Há já dous meses que falava do covid-19, esse dia houvo o primeiro morto no estado e só 150 infetados, nengum deles na Galiza. Mas era algo que se sabia que aconteceria. O vírus fixo o seu trabalho e fixo-o bem, o material genético e a evoluçom procuram sempre o maior êxito possível. O vírus nom procura a morte, esses som danos colaterais, o que procura som novos hospedadores para seguir a se expandir. Ao longo da evoluçom o ser humano passou por isto muitas vezes, tanto que temos no nosso material genético genes de vírus. Mas é umha simples questom de genética e evoluçom, nom é inteligência dos vírus como dixo Donald Trump, que em qualquer caso demonstrou umha inteligência e conhecimentos menores que o próprio vírus, o que da medo é pensar porquê interessa que um palhaço como este seja o presidente dos USA.

Mesmo sabendo que o vírus ia chegar, chegou e deixou ao descoberto as fraquezas e os medos do sistema. O estado espanhol com o “governo mais progressista da democracia” decretou o estado de alarma. Um estado de alarma que implicou a anulaçom do já cativo estado autonómico, centralismo com os militares presentes nas ruas e nas roldas de imprensa diárias, polo menos serve para descobrir o estado real. O IBEX pressionando para nom parar a atividade económica (menos de duas semanas de parada total, exceto as essenciais) apesar de contar centos de mortos diários. “O governo mais progressista da democracia” defende o centralismo porque o vírus nom entende de fronteiras, entom, porque se pechárom as fronteiras dos estados?, ou será que o vírus nom atualizou o mapa o só tem um da Espanha franquista?. Madrid aberto espalhando a pandemia por todo o estado, e nem mesmo assi calárom à caverna (política e mediática), seguem a pensar que o fascismo nom se para combatendo-o senom dando-lhe o que quere, mas assi só engorda.

A nível europeu ficou evidente umha cousa, nunca deverom mudar o nome de mercado comum europeu por uniom europeia, o primeiro identificava muito melhor o engendro. Ausência total de solidariedade e “prietas las filas” arredor do grande capital. Mas o melhor exemplo é ainda USA, o exemplo no que se mira Europa, todo privado, mas todo carente. Só há serviços para os ricos, umha grande parte da populaçom carece de serviços sanitários que se podam chamar como tal num pais desenvolvido, quando ao começo da pandemia as maiores filas para comprar nom som as do papel higiénico ou comida senom as das tendas de armas de fogo algo passa. A 3 de maio o 33% dos infetados e o 27´5% dos mortos som de USA. Praticamente só os países asiáticos respondêrom com eficácia, em particular a China e Vietname.

Ainda que há outros países comento estes dous em particular por duas questons, o sentimento de colectividade as pessoas atuam como conjunto, há um sentimento de solidariedade mui arraigado, sentimento que na nossa sociedade cada vez se perde mais devido à defesa do individualismo como bem superior. E economia planificada, que permite quando é preciso por toda a economia ao serviço, neste caso, da sanidade e da saude das pessoas. Claro que segundo o pais que reparte democracia polo mundo a base de mísseis e drons, e os seus “palmeros”, nom som democracias. Na democracia o poder o tem o governo, nom?, isso dim, como em USA e Espanha...

A foto de hoje é terrível em apenas dous meses fora da China, case 250.000 mortos e três milhos de infetados, há algumhas diferenças, as “democracias ocidentais” estám à cabeça. O desmantelamento do “estado de bem estar”, evidentemente com as suas diferenças, Espanha entre os alunos mais aplicados, tem as suas conseqüências. O sistema sanitário colapsou e o sistema produtivo, agora terceirizado (a produçom industrial realiza-se no terceiro mundo) , nom foi capaz de produzir máscaras, respiradores ou os test para análise necessários. Isto ainda nom rematou, e estamos na primeira volta, mas a situaçom atual é bastante indicativa da sociedade na que vivemos e da capacidade do sistema capitalista para dar resposta às necessidades do povo. Quando as pessoas nom somos tal, senom que somos consumidores de mercadorias, incluindo a sanidade, o importante é manter o negócio, Trump ou Bolsonaro o dim mais abertamente, mas todos fam o mesmo.

Todo vai mudar, depois todo vai ser distinto, dim umha e outra vez nos médios de comunicaçom, mas de que falam?. Vam obrigar a banca a retornar os milhons de euros do resgate?, vam rematar coa privatizaçom do sistema sanitário e dotar ao público de médios e pessoal suficiente?, vam proibir a deslocalizaçom da indústria ou promover a soberania alimentar?. Sairemos da UE que nom nos deixa viver nem produzir, ou a transformaremos numha europa dos povos?. Ou talvez vam recuar do centralismo e permitir a autodeterminaçom?. Mas isto nom pinta bem, fala-se de empréstimos, de tempo para recuperar, O que? O que tínhamos antes?..., pois vaia mudança.

Nunca nada se conseguiu, nem depois de catástrofes, sem que o povo reclame e defenda os seus direitos e interesses. Volte ou nom o vírus, que voltará (ainda nom se foi), sabemos que este sistema nom serve, nestes momentos fai-se ainda mais evidente que está construído acima dos cadáveres do povo, e que o interesse do sistema nom é o mesmo que o nosso. Mas a mudança ou a fazemos e defendemos ou ninguém a fai por nós. Nom somos consumidores e consumidoras, somos seres humanos. Nunca nada mudou desde arriba, nem os impérios dérom liberdade sem luitar, ainda que foram fracassados. Para ter umha mudança real, ou é de todos e todas e com futuro para a terra, ou nom é. Temos que trabalhar, defender os nossos direitos como pessoas e como pais, com direito a produzir na nossa terra, senom já sabemos o que vai passar, o que já passou.



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