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08-11-2019

Resulta inconcebível que esta família siga tendo os mesmos privilégios e que lhes permitam impunemente desfrutar como próprias dumas propriedades que o Caudilho lhe arrebatara ao povo.

O passado reflete pelas fendas abertas, incicatrizáveis

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CRUZ MARTÍNEZ


Finalmente a múmia foi  exumada. Saiu dessa construção vergonhosa, onde as suas vítimas ainda permanecem anónimas, no frio, no cruel interior das fossas comuns. Nesse espaço aberrante, onde a memória perde-se dum  jeito  deliberado acima dos ossos dos assassinados. E ali fica abandonada subjugada. Presa na edificação do regime: o imorredouro símbolo do fascio.

Ao meu entender, a cobertura que se lhe deu ao ato de exumação foi desmesurada.  Pois a maioria de noticiários e programas de televisão, falaram até a saciedade do tema. Assim que, isso faz-me pensar que os Meios de Comunicação, continuam a estar  bem virados à direita  rância.

Ainda que acho que é bom tê-lo fora do mausoléu.  No entanto, creio que foi feito muito tarde e arrasto. E ademais não concordo com a forma de fazê-la exumação. Na minha opinião foi efetuada dum jeito demasiado digno.

Em relação ao ato, o 24 de outubro houve uma evidente apologia do franquismo por parte da família do ditador. Mas, que eu saiba não há um caso aberto por esta ação em nenhum tribunal. Qual é o motivo? Talvez exista um vazio jurídico nesta matéria?. Ignoro a razão mas, estranhamente não passou nada.

Não obstante, que um povo vote e lute pelo seu direito à autodeterminação,  neste caso sim o consideram ilegal e ditam sentenças extremadamente excessivas.  E em consequência, a mim surgem-me  dúvidas: Que é legal e ilegal?.  

Também devo dizer que resulta inconcebível que esta família siga tendo os mesmos privilégios e que lhes permitam impunemente desfrutar como próprias dumas propriedades que o Caudilho lhe arrebatara ao povo.

Se calhar,  vivemos na eterna divinação duma ditadura que continua a passear baixo palio.

Parece que a democracia pendura dos fotogramas râncidos do "NODO" . E o passado reflete pelas fendas abertas, incicatrizáveis.

A idiossincrasia de anormalidade, que continua  a pousar-se inevitavelmente no argumento do absurdo, comprimido entre as roídas tábuas do exumado féretro da autocracia.      




Despertar una vez mais com o  jugo da repressão ao redor do nosso pescoço

Mais uma vez 

os gorjeios arrepiantes  do preto aghilucho  que irrompe na cena com violência

Circundado pelos  exaltados dum anteontem

Anteontem

que fica demasiado próximo, a carão nossa  

Agora o tempo é o lento caminhar duma liberdade atacada, malferida

arrasada na fria estrada de sentenças e grilhões  




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