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Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.

11-03-2019

Nós, desde a infância estamos relegadas a uns roles absurdos. Criados unicamente para escravizar-nos, inferiorizar-nos. Até o ponto de faz-nos sentir em muitos casos, inseguras e dependentes.

Presas nos clichês oxidados de antanho

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CRUZ MARTÍNEZ



O dia depois, 9M. Amanhecemos com um provável novo caso de violência de género em Madrid. Este maçado devolve-nos uma vez mais  à crueza da extrema situação  discriminatória que seguimos a sofrer. O mau fado afigura estar fixo, indestrutível, como um bloque de gelo que nos bate na face e nos derruba, maltrata, assassina.

O dia anterior  as ruas acogularam-se de mulheres e homens de todas as idades, para reclamar uma igualdade real. A extirpação total da violência de género da nossa sociedade, do mundo.

Desta volta, compre destacar que houve uma grande afluência de moças e moços muito jovens. Que berravam os seus lemas de liberdade e justiça, com força e grande determinação.

Todas as cidades e vilas vestiram-se de cor lilás. Uma enorme maré feminista cobriu de esperança a anómala, a iníqua  situação das feminas. A manifestação teve muito  sucesso. Não obstante, dói-me muito o rejeitamento  de algumas mulheres à luta feminista. O facto de não dar apoio à nossa causa. É muito triste!.  Enfim, é lamentável que não podamos caminhar todas juntas, em unidade.  

Nós, desde a infância estamos relegadas a uns roles absurdos. Criados unicamente para escravizar-nos, inferiorizar-nos. Até o ponto de faz-nos sentir em muitos casos, inseguras e dependentes.

As mulheres continuamos na margem mais afastada da justiça. E esta realidade,  desafortunadamente, converte-nos nos bodes expiatórios convenientes. Criminaliza-nos, injustiça-nos. Ficamos  penduradas, presas  nos clichês oxidados de antanho. Estancadas na imagem sépia do passado. De costas à equidade

Sem dúvida alguma a estereotipia permanece  tão pegada na sociedade que resulta muito difícil  acabar com o terrorismo que nos persegue, acossa e  violenta desde tempos imemoriais.

Ao meu ver, isto que está acontecendo, é o resultado duma educação deficiente, cheia de dogmas, normas... Que se espalham como contas de rosários nos umbigos e originam os pilares que sustentam os preceitos tortos da discriminação.  
De facto, não ajuda nada para os nossos interesses a inclusão de partidos de extrema direita. Estes, evidenciam um ideário bem afastado da justiça. Viram-lhe as costas à violência de género. Desatendem, desdenham o pranto das vítimas. São os herdeiros do regime, os antifeministas. Falam por nós sem conhecer-nos, e pretendem arrancar-nos de raiz os direitos mais fundamentais. 

Seguimos imersas no deficit, na negligência que nos silencia, nega-nos. Deita-se à carão nossa, sova-nos as nádegas de forma nojenta, vomitiva.  
Ainda que estamos no século XXI, esta situação semelha que não muda. Não topa o fulgor autêntico da paridade. Assim que, enquanto aguardamos a consecução positiva das reivindicações. Irremediavelmente, a impotência segue aí, acolhe-nos, aperta-nos as gorjas numa lamentação, num ghost.


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