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05-11-2018

A política pesqueira europeia, F.E.M.P., como o resto das políticas europeias nom é mais que um texto hipócrita que agacha o verdadeiro objectivo da U.E., a privatizaçom e exploraçom de todos os recursos

F.E.M.P., U.E., Xunta e Governo espanhol, un jogo onde a Galiza sempre perde

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Para quando Espanha entra na Comunidade Económica Europeia (nome que tinha entom a U.E.) em 1986, o governo espanhol já tinha assinado o principio de estabilidade relativa (principio que fai um reparto de quotas por países no que ao estado espanhol (particularmente Galiza) se lhe atribui umha percentagem muito inferior ao da sua capacidade pesqueira). Este acordo foi o começo do fim da pesca galega, e também mostrou o caminho que ia seguir o governo espanhol e o futuro que vinha. Passaram já mais de trinta anos e as conseqüências som claras, a pesca e o marisqueio som actividades em regressom, quando nom de desapariçom, com cada vez menor peso na nossa economia e menor número de pessoas dedicadas a estes trabalhos.

Mas as cousas nunca passam porque si, alguém terá a responsabilidade, e aqui começa o jogo do rebumbio. A U.E. Elabora a F.E.M.P. (fundo europeu marítimo e da pesca), agora apenas fica um ano do FEMP 2014-2020. O texto consagra a supervivência da pesca ao mantimento dos recursos e estabelece ajudas para manter as actividades pesqueiras e em particular a pesca artesanal. Todo bem, recuperar espécies, realizar um esforço pesqueiro sustentável, apoiar os métodos estrativos mais respeitosos e menos nocivos para o meio natural e a flora e fauna marinha... Mas, estabelecem-se os T.A.C.'s (total admissível de captura) e as quotas atribuídas aos diferentes países baixo critérios científicos? Ou som as pressons políticas as que determinam os T.A.C.'s e o seu posterior reparto em quotas?. É realmente certo o apoio à pesca artesanal, ou som só “palavras bonitas” que ocultam umha outra política pesqueira?

O governo espanhol di que defende a pesca galega. Nas negociaçons das quotas de pesca, estabelecidas em funçom dos T.A.C.'s o governo di defender os máximos possíveis e fai pressom para os aumentar. Mas, incompreensivelmente o principio de estabilidade relativo que tinha que rematar e/ou renegociar em 2011 segue ainda em vigor.

O governo galego, também defende à pesca galega. Mas quando se fai o reparto das miseráveis quotas que o governo espanhol trai de Bruxelas para todo o estado, Galiza sempre sai perdendo. Como é possível que o governo galego, que representa ao povo com a maior frota pesqueira de todo o estado nom exija ter representaçom própria nas negociaçons em Bruxelas?. Como é possível que no reparto das quotas no estado a pesca galega sempre leve as quotas mais baixas?. E do dinheiro que chega de Europa, dos fundos F.E.M.P., como é possível que seja sempre a pesca industrial, a aqui-cultura industrial e incluso a pesca desportiva as maiores beneficiadas e nom a pesca tradicional e o marisqueio?

A realidade é dura, mas é a que há. A política pesqueira europeia, F.E.M.P., como o resto das políticas europeias nom é mais que um texto hipócrita que agacha o verdadeiro objectivo da U.E., a privatizaçom e exploraçom de todos os recursos, entre eles os do mar, polo grande capital. O papel do governo espanhol é o de participar como o resto dos governos europeus nesse desenho, mas defendendo para o seu estado aqueles sectores que considera chaves da sua economia, entre os que nom está a pesca e o marisqueio. O papel da Junta da Galiza é ainda o mais miserável, pois é o que executa em ultimo termo o projecto da U.E. desatendendo as suas obrigas e participando na pilhagem dos nossos recursos e da destruiçom do tecido produtivo que som ademais um dos sinais de identidade do nosso povo.

Ante isto fica a capacidade de resistência e a nom renuncia a umha forma de viver, que é ademais a que verdadeiramente coincide com o texto teórico da F.E.M.P. actual e a que entrará em vigor em 2021. Se ainda há pesca tradicional e marisqueio na Galiza é graças aos milheiros de homes e mulheres que resistem apesar de 32 anos de políticas na sua contra. Nom vam vir de fora a nos salvar, nem o vam fazer aqueles e aquelas que trabalham para interesses alheios aos nossos. Só acreditando em nós mesmos e na nossa capacidade, poderemos manter um sector que sempre foi sinal de identidade do nosso povo e do nosso jeito de entender a vida.


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