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05-01-2018

25 de novembro, a lotaria caiu em ferrol. ou nom será para tanto?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Chegou o 25 de Novembro e começou o show mediático. A directora de INTECMAR, o conselheiro de política social, a conselheira do mar e até o mesmíssimo presidente da Junta de Galiza, ademais de outros cargos menores desmbarcarom em Ferrol esse dia para vender propaganda. E que foi o que nos vendêrom?

O compromisso do governo do PP com Ferrol, o saneamento e o marisqueio: Tanto, que começou dizendo que a ria se pechou em 2005 quando em realidade foi em Dezembro de 2006. esta data indica que o seu compromisso leva 11 anos de atraso, anos nos que os mariscadores chegárom à situaçom limite na que estám na actualidade. Tanta foi a preocupaçom que realmente nom tomárom a serio a depuraçom da ria até que houvo ameaça de sançom por parte da U.E., tanto que foi a última cidade em ter EDAR (estaçom depuradora de águas residuais). Tanta foi a preocupaçom por Ferrol que nos últimos 19 anos a cidade de Ferrol perdeu 15.000 habitantes, case 1.000 por ano (segundo dados do I.N.E.), um 18% da sua populaçom, e na comarca só dous concelhos se livrárom da perda de populaçom. A desfeita do naval ou a exclusom de Ferrol das infra-estruturas ferroviárias som outras mostras do nível de compromisso da Junta do PP e do governo do estado com esta comarca.

A ria já está saneada: É verdade que se mudou a classificaçom microbiológica do principal banco marisqueiro da ria (o banco das Pias) de C a B, e isso permite a venda em fresco sem ter que ir às “bateias de reinstalaçom”. Mas umha parte da cidade de Ferrol ainda nom esta conectada ao saneamento, a zona da Malata. A enseda de Carança tem a pior classificaçom microbiológica possível (peche), a única de Galiza e do estado. E há zonas que nem sequer estám classificadas (A Gándara e A Malata), todo isto pode-se ver na página web de Sigremar, ww3.intecmar.gal/Sigremar/, consultando cartografia e classificaçom microbiológica. Polo tanto da situaçom actual da ria à ria saneada que vendem ainda há um longo percorrido.

Umha outra questom é o saneamento executado, o sistema unitário, que mistura águas fecais e de chuva. É o menos eficaz, já que cada vez que chove com intensidade, verte ao mar por impossibilidade de bombeio do volume gerado. O mais caro ao ter que pagar o gasto do bombeio de água de chuva e sobre-carregar a depuradora com um volume desnecessário. O pior para as rias, ao furtar a água doce que em condiçons normais chegaria ao mar.

Agora vai-se capturar mais marisco e vam-se dar mais PERMEX (permissons de marisqueio): As bactérias fecais, entre elas as E. Coli, som perigosas para os seres humanos, mas nom para os bivalves que as utilizam como alimento. O problema temo-lo nós ao comer bivalves contaminados com bactérias fecais, polo que precisam depuraçom. Agora bem, polas tubagens de fecais chegam ao mar muitas mais cousas que bactérias, restos orgânicos e inorgânicos, azeites, toalhinhas, plásticos... que se vam depositando sobre o fundo e ali ficam. Quando se deixa de verter seguem ali e nom desaparecem. O que se evita com o saneamento é seguir a danar os fundos da ria (ademais da qualidade da água). O dano feito aos bancos marisqueiros permanece, é polo tanto impossível incrementar a produçom marisqueira se nom se realizam trabalhos de regeneraçom.

Mas o mais grave com muito, é dizer pública-mente que com o aumento de produçom (produzido por arte de magia) se vam criar mais postos de trabalho no marisqueio e outorgar PERMEX, na situaçom na que está a comarca de Ferrol vender postos de trabalho inexistentes é um insulto à cidadania. Ë mais desde a confraria de Baralhobre solicitamos para o ano 2018 o incremento de só dou cupos no marisqueio para o banco das Pias, e os mesmos que anunciárom o 25 de Novembro que se iam dar mais PERMEX, negárom o incremento por falta de marisco.

Verdades a meias, mentiras, propaganda, desembarco e muito fume que agacham abandono, ineficácia, desleixo... Umha política de desfeita programada.

A situaçom de Ferrol é excepcional, de emergência nacional (demográfico, económico...). Mas o mais grave é que é umha entre muitas das que ocorrem no nosso pais.

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