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26-08-2017

Catalunha nunca foi independente, era um condado. Falso, o nome de Principado que se lhe dá a Catalunha é a prova

Algumas questões sobre a história de Catalunha e outras histórias

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ALBERTE LAGO VILLAVERDE



A conta do referendo de autodeterminação de Catalunha, para o que falta pouco mais de um mês, e em prevenção do que se nos vem enriba vai uma pequena escolma de tópicos que poderemos ouvir ou ler a respeito de Catalunha. Naturalmente não estão todos nem muito menos.

Catalunha sempre foi parte de España. Certo e podemos ampliar a frase: Portugal sempre foi parte da España como a Mauritânia Tingitana (o Rif) também sempre foi parte da Espanha, as Canárias não.

Antes de ser o nome do estado chamado na ONU: Kingdom of Spain, Espanha era uma denominação geográfica que abarcava a totalidade da Península Ibérica mais as Baleares. Durante o império romano, o reino visigodo e o califado de Al Andalus também se incluía o Norte de Marrocos. Durante boa parte do reino visigodo a denominação não incluía a Gallaecia (Galicia, Portugal Norte, Asturias, Leão e parte de Castela) e com Al Andalus tampouco Catalunha, Aragón ou Navarra: uns eram considerados galegos e os outros francos. Os limites ia variando co tempo segundo se acha de ver.

Catalunha nunca foi independente, era um condado. Falso, o nome de Principado que se lhe dá a Catalunha é a prova.

Que um governante não tivesse o título de rei, não quer dizer que não fosse independente. A obra de Maquiavelo se titulou o príncipe porque se referia a calquera governante co título de rei ou não. Coroa de Aragón e confederação catalano-aragonesa Catalunha tinha a mesma consideração que os reinos de Aragón, Valência e Maiorca e o representante do rei em Catalunha era um vice-rei exactamente igual que nos demais reinos. Mesmo nos nossos dias, ninguém duvida da independência de Luxemburgo por que seja só um grande ducado e não um reino, o mesmo cós principados de Andorra e Mónaco.

Castela era um estado mais moderno. Certo. A coroa de Castela foi uma das primeiras monarquias autoritárias ou nacionais da Europa, que isso beneficiasse aos seus habitantes, nos incluídos, já é outra questão.

Aragón por exemplo tinha costumes tão medievais como que não se podia torturar a um suspeitoso para obriga-lima confessar e a acusação era a que tinha que provar que o acusado era culpável, um atraso!. Afortunadamente Fernando o Católico introduziu a Inquisição, que funcionava por denúncias anônimas e o acusado tinha que demostrar que era inocente e por fim entraram na modernidade. Que alívio deveu de ser para os aragoneses!

O dereito de autodeterminação só é aplicável ás colónias Falso, o uso começa cós 14 pontos do presidente Wilson para rematar coa Primeira Guerra Mundial, há case um cento de anos.
Num discurso de janeiro de 1918 o presidente Woodrow Wilson dirigindo-se ao Congreso apresentou os seus 14 pontos para fazer a paz e entre eles: the promise of “self-determination” for those oppressed minorities aqui. Coido que o uso de “self-determination” fica bastante claro, ainda que não aparece no documento definitivo. Por outra parte a prática com respeito á independência da Polónia ou das nações que formavam parte do Império Austro-húngaro deixava bastante claro o que se queria dizer.

Mas o Império Austro-húngaro, é um caso que não tem nada que ver com Espanha. Absolutamente certo: Espanha nunca estivo no bando perdedor duma guerra mundial.


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