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05-11-2016

A metade dos alimentos que produzimos rematam no lixo

Produzir comida ou produzir lixo

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Como seres vivos que somos nom nos queda outra que comer, mas a humanidade tem umha diferença com o resto dos seres vivos do planeta, comemos quando queremos. No resto dos seres vivos a sua vida é umha luita continua na procura de comida, nos, exceptuando o que se da em chamar terceiro mundo, nom temos esse problema. A comida será de maior ou menor qualidade, mais ou menos variada, mas temola aí, grande parte dos problemas de sobre-peso e obesidade som conseqüência de ingerir muitos mais alimentos dos que precisamos para viver. Estamos desenhados como o resto de seres vivos, e ante essa abundância de comida acabamos por ingerir de mais.

   Mas sabemos que neste planeta há gente que morre de fame por escasseza de alimentos, será que nom é possível produzir alimentos para quitar a fame?, a fame é conseqüência da incapacidade da humanidade para produzir alimentos para todos e todas?, esgotamos já todas as possibilidades e o planeta nom da para mais?, somos mais de 7.000 milhons, já superamos o limite?. E se a resposta a todas estas perguntas é nom, até que ponto somos responsáveis cada um de nos?.

   Falava no anterior artigo da produçom de alimentos massificada e globalizada, dos amplos monocultivos, da utilizaçom de ogm (organismos genéticamente modificados) e do custo energético deste sistema, também das grandes redes de transporte internacionais e de comercializaçom. Ademais do custo energético de todos estes processos, também há um custo dos proprios alimentos que se vam perdendo nesta longa cadeia. Quando um alimento chega ás nossas casas, um 33% ficou polo caminho, (os que nom satisfazem as condiçons dos compradores no lugar de produçom, os que se deterioram na cadeia de transporte, e finalmente no ponto de venda). Esta quantidade a nível global chegaria para alimentar a 2.000 milhons de pessoas. Mas nom remata aí, ainda aumentamos isto até somar algo mais do 50% com o que se desperdiça nas nossas casas ou restaurantes, fruta, carne, peixe que se estraga antes de os cozinhar, ou simplesmente comida de mais que elaboramos e nom comemos, nom vaia ser que alguém fique com fame...

   A metade dos alimentos que produzimos rematam no lixo. Toneladas de combustíveis fósseis consumidos para os produzir e transportar, amplas superfícies do planeta arrasados para cultivar, para finalmente rematar no lixo. Mas o problema fundamental disto é que vai a pior. O planeta no que vivemos tem limites, mas o sistema político imperante actua como se nom o fora. É a rapinha e a ganância rápida a lei que impera no capitalismo, extrair todos os recursos, esquilmar, consumir como se nom houvera limites. Mas há limite, e o limite somos nos. Entendesse que a humanidade devera ir caminho de se comportar de jeito inteligente, mas nom está escrito em nengum isto de que sejamos capazes de o fazer antes de nos eliminar a nos mesmos, e digo que o limite somos nos porque umha vez que nos elimináramos, o planeta seguiria igual, como o fixo depois de desaparecer os dinossauros que botárom mais de 100 milhons de anos no planeta, nos levamos pouco mais de 100.000 anos, ou se queremos 3 milhons do género Homo.

 Como comentava no artigo da soberania alimentar, nom só fai soberania alimentar quem produze, fai-na principalmente quem compra e consume porque vai determinar finalmente quem produze. Hoje, cereais e resto de alimentos cotizam em bolsa como o ouro o petróleo ou o carvom, a indústria alimentar move milhons de dólares ao longo do planeta e é controlada por poucas empresas. Onde mui poucas macroempresas agro-químicas utilizam a engenharia genética para produzir ogm em funçom unicamente dos seus interesses e nom para melhorar a produçom ou a qualidade alimentar. A indústria alimentar e com ela a logística e a grande distribuiçom geram umha quantidade de negocio suficiente para comprar vontades e países, modificar leis internacionais e incluso estabelecer jeitos de comer. Nos de jeito individual e colectivo somos os únicos que podemos modificar isto, já que a indústria alimentar precisa de nos para seguir a funcionar.

   Pertencemos a um género, o género Homo, e a umha espécie sapiens, da que ademais somos sub-espécie. Somos Homo sapiens sapiens, se assim nos chamamos temos que nos comportar assim, comecemos por produzir para comer e comamos melhor, porque nisso nom só nos vai a saúde, também vai o futuro


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