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05-07-2016

O processo de urbanizaçom imparável e especialmente nas zonas de costa com praias acelera ainda mais a degradaçom das mesmas

Praias, espaço natural ou prologaçom urbana

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Os seres humanos tendemos a modificar e domesticar todo o que tocamos, sejam animais, plantas ou o próprio entorno. Mas, até que ponto podemos chamar natural ao entorno mais próximo que nos rodeia, ou incluso ao que está mais afastado de nos, e nesta época do ano é a costa em geral e as praias em particular as que sofrem o nosso assalto massivo.

Como ocorre nos passeios marítimos, que polo seu nome devera de se entender que é um jeito de achegar a gente ao entorno marinho, mas na realidade é achegar o entorno urbano à beira do mar. Nas praias está a ocorrer o mesmo, o processo de urbanizaçom imparável e especialmente nas zonas de costa com praias acelera ainda mais a degradaçom das mesmas.

Antes que nada, também quero dizer que também nom se trata de pechar as praias e que nom se poda aceder a elas, proibir tomar o sol ou tomar banhos. Temos direito a desfrutar delas como bem público que som.

Juntam-se aqui vários factores que todos sumam no processo de destruiçom do litoral e das praias em particular. A escassa ou nula consciência ambiental, fruto da quase inexistente por nom dizer totalmente inexistente formaçom no que respeita a conhecimento e valor do entorno natural. Isto é em grande parte fruto da depredaçom capitalista que mercantiliza todo, todo é comprável, e vendível, todo é rendível. Quanto menos conheçamos o meio menos escrúpulos teremos ao destruir. A utilizaçom do termo “areais” para se referir ás praias vai nessa linha de dar a entender que nom som mais um espaço com areia a carom do mar, areia e água, como se fora umha piscina com água salgada.

É o processo de urbanizaçom ligado à exploraçom turística a que provoca em grande parte nom só a achega da populaçom a zonas até nom há muito virgens, mas é o processo em si mesmo de alteraçom de fauna e flora, coa presença de lixo, vertidos ao mar... existe um processo de privatizaçom que dificulta ainda mais o controlo e polo tanto ampara com maior opacidade as desfeitas que puderam ser feitas.

Mas, um caso extremo é o do uso da praia de Riazor (amparado e promovido polo governo municipal, desde a época de Paco Vazquez, que tem que velar pola conservaçom dos bens públicos) de fazer lume, sardinhadas, churrasco, botelhom... Nom há mais que ver as imagens do dia seguinte para ver o estado no que fica essa praia. Mas nas praias urbanas parece que isso é o normal, a gente nom se despraza a praia para desfrutar do meio natural, do mar e do sol, de poder ver o que queda do nosso entorno nas cidades, senom que despraza a “sala” de casa à praia e comporta-se do mesmo jeito que se estivera nela, mas com criados que recolhem todo o que deixa.

Incluso nas condiçons para dar a bandeira azul a umha praia, ainda que existem as questons ambientais no catálogo de condiçons para a concessom desta distinçom, na prática primam ou se potenciam outras que tenhem mais a ver com a comodidade do usuário/a, como ter a sua disposiçom serviços como se estivera no meio de umha cidade que o conhecimento e respeito do entorno. Por exemplo, ainda que se recolhe nas condiçons a necessidade de nom eliminar da praia os materiais de arribaçom, algas, restos de animais..., estes som sistematicamente eliminados e a praia repassada com maquinaria para a deixar o menos parecido a umha praia e o mais parecido a um areal.

Qualquer alga e/ou resto biológico que chegue a umha praia desaparece em questom de dias por degradaçom, descomposiçom e consumo que destes resto fam os abundantes animais e microrganismos presentes nas praias. Mas nom por exemplo umha das cousas mais abundantes nas praias com presença humana, as “colilhas” que podem tardar até 10 anos em se degradar, isso sem contar todos os compostos tóxico que levam e que vam causara a morte a umha grande quantidade de fauna intersticial e outra de maior tamanho.

Ainda falta por mencionar umha prática habitual e que causa um grave dano à fauna e flora das praias, especialmente porque se realiza em muitos casos em praias alonjadas das cidades e vilas, em entornos mais selvagens. A prática de levar cans para os soltar e que andem livres, os cans som depredadores e no meio natural comportam-se como tais, o dano feito polos cans nas praias de Ferrol-terra em aves em aninhamento é considerável, e ocorre do mesmo jeito no resto da Galiza. Nom podemos confundir o amor ao nosso animal de companhia com o amor à natureza, amar a natureza implica ser conscientes da perigosidade de os liberar num entorno natural, um entorno que de todos e todas, um entorno no que vivem seres que nom estám protegidos ante a presença dos cans.

Dixo há tempo o chefe índio Seattle “a terra nom nos pertence, pertencemos nós a ela”. As praias formam parte do nosso entorno natural, e som mais que areia, estám vivas porque tenhem vida, som parte fundamental do meio marinho polo que há que aprender a as proteger e respeitar para as poder manter nas melhores condiçons possíveis, e que a presença humana seja o mais imperceptível possível.


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