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05-11-2015

Quando o fim último deixa de ser a alimentaçom para se converter no lucro, passamos de nos alimentar para simplesmente comer e em muitos casos danando a nossa saude a curto ou longo prazo

Quando comemos, alimentamos-nos?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Se nom atopam outra espécie ou mudam a esta de género, foi arredor de há dous milhons de anos que aparece o Homo habilis, primeiro exemplar do género Homo. Como nos era omnívoro, e foi isso provavelmente o que lhe permitiu sobreviver. Porque também como nos tinha um problema, o cérebro, ainda que o dele era pouco mais de um terço do que nosso, consumia muita energia.

O nosso cérebro é um grande consumidor de energia, com apenas um 2% do peso corporal de umha pessoa normal (peso meio) consume o 20% da energia total que gasta o corpo. E consume isto independentemente do uso, da igual que durmamos ou estudemos, consume o mesmo o cérebro de um participante de gran hermano que o do Stephen Hawkins. Há dous milhons de anos obter a quantidade de energia precisa para o manter era impossível comendo só vegetais. Os nossos antepassados comiam vegetais e comiam carne quando caçavam (como fam hoje os chimpanzés) ou atopavam carniça. Houvo várias espécies mais até chegar à nossa Homo sapiens sapiens, e foi há só 10.000 anos que passamos de apanhar e caçar a cultivar e domesticar, e isto mudou todo.

Nengumha das espécies vegetais ou animais das que nos alimentamos existiam tal como som agora há 10.000 anos, mesmo os animais de companhia como o cam. Durante este tempo fomos modificando através de cruzamentos todos os vegetais e animais que usamos como alimento ou companhia, um exemplo de essa capacidade de cruzamento som os cans, todas as suas raças som descendentes do lobo. O que num princípio foi a simples busca do mais produtivo, resistente, de qualidade e saboroso foi mudando com o tempo.

Mas aqui quero fazer umha parada e falar de umha outra questom, antes dixem que era impossível manter o nosso corpo em funcionamento incluído o cérebro com umha dieta exclusivamente vegetariana, mas na actualidade temos variedades vegetais que podem cobrir as necessidades energéticas com qualidade. E há umha questom importante, o custo energético de produçom, já sem entrar a avaliar as condiçons em que som criados a maioria dos animais para o consumo humano. Somos na terra mais de 7.000.000.000 de humanos e todos temos direito a umha alimentaçom saudável e equilibrada, mas é possível face-lo se todos consumíramos carne como se fai em Europa ou USA?, nom chegaria o planeta para produzir toda a forragem necessária para alimentar a essa massa de animais, produzir um quilo de carne custa mais de dez quilos em forragem. Eu nom som vegetariano, mas é questom de números, nem o planeta nem o universo som infinitos, só a estupidez humana é capaz de chegar ao infinito.

E de volta coa argumentaçom, hoje a produçom alimentar multiplicou-se, utilizamos fertilizantes químicos, pesticidas, ervicidas, clonaçom, hibridaçom, hormonas, transgênia. Drenamos lagos, movemos rios, lixamos o mar onde depois pescamos. Produzimos muitos mais alimentos dos que precisamos para viver, cada ano segundo a F.A.O. 1.300 milhons de toneladas de alimentos rematam no lixo. Mas segue a buscar-se o mais produtivo, resistente, de qualidade e saboroso?, a resposta é si para as duas primeiras questons mas nom para as outras duas.

Há apenas uns dias a O.M.S. Publicava um estudo no que se incluía nas substancias cancerígenas os embutidos e carnes processadas e ademais dizia que as carnes vermelhas podiam ser também cancerígenas. E se um mira no seu arredor, lê a etiquetagem dos alimentos que compra, pode levar surpresas desagradáveis. Que alimentos se podem comprar com garantia de nom ter nengumha substancia nociva na sua composiçom?, ou que no seu cultivo, engorde ou processado nom se usaram métodos ou produtos que ao final nom sejam prejudiciais para a nossa saude?.

Quando o fim último deixa de ser a alimentaçom para se converter no lucro, passamos de nos alimentar para simplesmente comer e em muitos casos danando a nossa saude a curto ou longo prazo. Tem razom a O.M.S. quando di que as carnes processadas som cancerígenas, mas também aclara que som fundamentalmente os processados industriais. Ao final o problema nom som os alimentos senom o sistema que prima o enriquecimento sobre todas as cousas, o capitalismo depredador para o que nom somos mais que números e nom seres humanos e os alimentos nom ficam fora. Em quanto entre em vigor o TTIP já será legal vender em Europa carne hormonada procedente de USA ou a penetraçom nos nossos mercados de produtos transgénicos que agora som legais em USA, a nossa saude empiorara, mas os dividendos das empresas alimentares subiram.


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