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17-01-2014

"Organização" é uma palavra que foi popularizada por quem não tem palavras para tratar de ordenar o caos linguistico

Organização

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XAN CARLOS FERNÁNDEZ RODRÍGUEZ



Caros leitores;

Damos a conhecer o que poderá ser encontrado, sensivelmente duas semanas depois de haver escutado a proposta do autarca da Câmara municipal do Carvalhinho, na seguinte proposta que fará qualquer um colectivo à instituição da Real Academia Galega sobre a inclusão da palavra a admitir como "oficial" no seu dicionário da lingua.

Este "palavrão" pode ser escutado nos contextos linguísticos de quando um galego ou galega tem que organizar uma marcha, festa do patrão ou comício eleitoral e são vários os co-organizadores, algúm popular ou fregués sempre profere, espontáneamente, (perfil de votante de partidos vários, não na exclusividade opções nacionalistas) a seguinte frase para tomar conta do liderato; "vamos a ver, OR-GA-NI-ZA-ÇÃO, quem manda aquí?"

Beneficiamos, agora, da circunstacia da sazonalidade sobre a aposta do rosto do evento do "polbo" para fazer atratividade que a "organização" tem para o mundo dos linguistas da RAG. Nos próximos dias à leitura pública deste artigo alguém dará conta de mais pormenores do regresso da palavra "organização" ao dicionario da Academia da Lingua. Entretanto isso não acontece, a "organização" dos eventos acima mencionados solicitam a maior divulgação possível deste enorme recurso linguistico.

Evento promovido na Corunha


Recorde-se que o pontapé de saída da primeira proposta da palavra "polbo" foi dado, em estreia, no concelho do Carvalhinho (distrito de Ourense), Galiza. Lembrar, igualmente, que também as restantes palavras locais já mereceram promoção na Corunha e em Lisboa, mais concretamente na que será segunda edicão, após a I Feira do Estudo e Proposta de Palavras Galegas, a celebrar en próximas datas primaverais.

Se todo o mundo ocidental se debate pelos números, as matemáticas e a economía, os cérebros do partido popular galego perceberom que interessavam mais as letras, pois os galegos somos de bandulho farto e com elas pode-se fazer, quando menos, uma "sopinha".

Tráta-se de uma iniciativa, e eu nada tenho contra iniciativas. Pelo contrário, sou um velho apreciador de iniciativas. No entanto, está em curso um escándalo linguistico e comigo não contam para o encobrir. A palavra "polbo" é candidata á escolha, segundo critérios de relevância e frequência linguistica, e saiu do lote de candidatas que podem proponher as autarquias do país, e temos o número de 314 concelhos.

Se a palavra "polbo" é escolhida, produzira-se um agravio linguistico e racismo semántico por deixar sistematicamente de fora, palavras com mais uso como "organização". A palavra "polbo" já está dicionarizada e tem pouca utilização, menos que a palavra "organização". Deveria ser banida numa primeira votação pois, com quem convivem estes académicos? Objetivamente não é uma palavra de uso comum. Porém, se eu profiro a frase "filhos de um grande polbo", os defensores poderiam dizer que foi usada, independentemente do seu significado, mas isso não deve ser suficiente para que se diga que a palavra foi utilizada. "Organização" é uma palavra que foi popularizada por quem não tem palavras para tratar de ordenar o caos linguistico. Se a palavra ganhadora fosse "polbo", poderia ter saído da boca de quem não tem palavra nenhuma e, se tiveramos transferidas as competéncias de Justiça Linguistica, seria punido com pena de cadeia.

Se na lista das palavras propostas pelo autarca do Carvalhinho não consta a palavra "organização", que credibilidade tem um político arguido num processo penal por instalar gratis o relvado do jardim da sua casa com a empresa concessionária municipal? Em todo caso deveria proponher a palavra "céspede" para poder desimputar-se.



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