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Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.

17-06-2013

Uma homenagem ao universo pessoano

Elemesmo

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XAN CARLOS FERNÁNDEZ RODRÍGUEZ



Bem sabes que Deus realiza os planos da sua Providencia, por intermedio dos homens que escolhe. Foste tu o escolhido, Martinho! Preparoute de tão longe, com que cuidados!

A estas palavras, o lider Supremo juntava outras como as dos assessores auxiliares; "É preciso fazer compreender ao povo que os ataques, as privações e sufrimentos dos últimos anos do nacionalismo galego não foram efeito de alguma falta do Lider Supremo, mas sim provas que Ele nos puxo pelos nossos pecados de sermos nacionalistas"

Mas a mim não me enganas. Por detrás desa teatralidade, há uma ambição insaciável. É o Supremo Líder un vulcão de ambições. Ambicionava um cargo no maldito bipartito. Precisa de adulação permanente. E há pessoas que não tenhem sombra de ética; um deles, como Álvaro de Campos, é Martinho. Um amoral, se não positivamente inmoral. Por isso o Lider Supremo fala de falta de ética na Assembleia. Os caloiros desta reunião não fixeram a praxe, por isso se monstra severo e distante para com os novatos nas lides políticas. Pronto, já se sabe como é a miudágem! O Lider é nessas ocasiões pouco dado a manifestações de apreço e simpatia, bisonho e parco no adjetivo lisonjeiro e avaro nas referencias elogiosas. Intimidante, conta com o embaraço prévio dos que a Ele se dirijam e não hesita em reprovar eloquências ou afirmações superlativas, reduzindo quase à insignificância quem se aventura diante dele por esses caminhos marcados, como as próprias papeletas, como uma audácia inútil, comprometedora e leviana.

Como se fora o universo pessoano, do que se celebram 125 anos do seu nacemento, a marcha de siglas é como uma coreografía dentro da coreografía. Qual é o verdadeiro heterónimo da New Age, pregunta Ele? Como um desassossego o Lider Supremo continua a aparecer nas primeiras páginas dos jornais e transformou-se no tema preferido do povo galego para anedotas. Mas esse sujeito político (Povo Galego) está a viver em voz passiva, pois as piadas que solta o Lider Supremo e as suas emoções superlativas tenhem boa acolhida em Madrid e, ao se tratar da capital do Império, passam a ser bons complementos diretos duma oração subordinada que é o povo galego.

E dentro dessa teatralidade, que os caloiros praticam, estão os novos tipos de comportamento. Onde é que eles inovam? Em termos de carácter eles definem-se como uns bandalhos extremamente educados. No seu entender, não sei como é que é noutros entenderes, as pessoas devem ser educadas. Depois uns poderão comportar-se com dignidade e outros poderão comportar-se velhacamente. Agora, faltas de educação é que não eles cometem. Nem vendo os seus exemplos de dignidade nós nos apercebemos de que não podemos comportarnos assim.

Em público encena-se um poder que não existe, pois a outra parte tem mais poder e deputados que eles. É um quotidiano sórdido, seguindo um guião teatral por vezes cómico e despudorado, em nome dum bem maior; proteger ao sucessor da verdade, adiar-lhe a consciência da sua condição e circunstâncias.

Na horizontalidade recebem ordens para representarem conforme ao estabelecido;

Fingir

Assim, é-lhe secuestrada a consciência ao sucessor e só então é que podemos entender o resultado que segundo ele a "identidade não é importante para a política".

Por isso.
O Lider é um fingidor
Finge tão verdadeiramente
Que chega a fingir que é traidor
A traição que deveras sente

Verdade, existencia e identidade são os paradigmas pessoanos e também os valores pelos que luta o povo galego. Martinho elemesmo! Amanhã sim sei o que acontecerá.


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