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16-08-2012

O problema da investigação da toponímia na Galiza é que as únicas ferramentas empregadas são o romance e o latim

Celtas na Galiza: haveria uma fervenza no Ezaro?

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ALBERTE LAGO VILLAVERDE



Di um provérbio inglês que cando a única ferramenta que tês e um martelo todos os problemas parecem cravos. As ferramentas que tenhem os nossos filólogos para investigar os topónimos são basicamente o galego e o latim, logo todo parece latim ou galego.          

Vem isto a conto dum artigo recente que propunha uma etimologia nova para Ézaro, nesta ocasião viria de Lázaro. O problema não é com esta proposta em concreto, é co método. Se um topónimo não se compreende e não há testemunhas anteriores de que tinha uma forma compreensível; a que vem buscar a orige numa palavra que resulta claramente entendivel para a maioria de falantes?          

O lógico cando um topónimo não é transparente é supor que a palavra da que procede deixou de se comprender. O problema da investigação da toponímia na Galiza é que as únicas ferramentas empregadas são o romance e o latim. Com algum indefinido “germanico” e um “prerromano” ainda mais indefinido gardadados para cando o método preferido fracassa.          

Aqui é onde moitos filólogos tiram de dicionario de latim e acham uma palavra que polo geral não se parece moito ao topónimo, tem um significado que há que interpretar (não esta claro porque e chamar a assim a esse lugar em concreto) e não deixou rastro ningum no galego-português. O melhor do método é que se pode fazer o mesmo cum número de palavras e obter uns resultados igual de convincentes —não convencem a ninguém. Isto permite repetir a fórmula as veces que se queira.          

Imos empregar um outro dicionario a ver se os resultados são algo melhores.          

No dicionario de gaélico da Escócia de MacBain aparece um eas, pronunciado “es” (catarata) derivado duma palavra mais antiga comum ao gaélico da Escócia e o da Irlanda. A palavra antiga é esar, co acento na primeira sílaba, e tamem significa catarata. Dado que no Ézaro há uma catarata bastante difícil de passar por alto — ou havia até que o ministro franquista Villar Mir fechou o rio cuma serie de centrais eléctricas— é uma boa explicação.          

O único cambio que precisamos fazer coa palavra gaélica é agregar-lhe um o final para se conformar coa fonética do galego, já que o nome gaélico é masculino e o topónimo tamém: O Ézaro. De não agregar uma vogal final, seria de esperar que o ‘r’ final desaparecer já que a sílaba não é tónica.          

Dos dicionarios de Dwelly e MacLennan podemos tirar outras opções, menos prováveis, seriam:    

-Easach, pronunciado “ésagh”, um adxectivo que significa. Cheo de cascadas.    
-Easaraich, pronunciado “ésarigh”, é um nome feminino, bulir duma poça onde cai uma cascada.    

Compre sublinhar, neste ultimo caso, a idea de bulir associada cuma catarata. É bem curioso que o nome mais característico do galego para uma catarata seja fervença, que tem a mesma associação de ideas. Certo que a observação de que a auga duma catarata bule não tem nada de especial; mas noutros idiomas não tiram dela o nome da cascada.      

Mas não se preocupar, todo isto não tem nada de cientifico. O cientifico é escolher uma palavra rara dum dicionario de latim ou de galego e dispor-se a torturar nela até que ela confessar.  


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[17-08-2012 11:34] Robert Neal Baxter comentou:

Non digo que non esta sexa a etimoloxía correcta, nin que non sexa celta a orixe do nome. Agora ben, dubido moito que o pobo celta da Galiza falase escocés moderno...

Seica non esta ben iso de aplicar un método científico, así que eu tamén vou xogar o xogo.

Proposta de etimoloxía vasca: daquel non había leiras ao redor da zona un turista de Fanum Sancti Sebastiani dixo 'Ez alo', ou, talvez, ao ver que non se trataba dun rio con leito, dixo 'Ez arro' ('cunca')

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