09:15 Venres, 23 de Agosto de 2019
Terra e Tempo. Dixital Galego de pensamento nacionalista.

16-08-2012

O problema da investigação da toponímia na Galiza é que as únicas ferramentas empregadas são o romance e o latim

Celtas na Galiza: haveria uma fervenza no Ezaro?

Valorar (57)

ALBERTE LAGO VILLAVERDE



Di um provérbio inglês que cando a única ferramenta que tês e um martelo todos os problemas parecem cravos. As ferramentas que tenhem os nossos filólogos para investigar os topónimos são basicamente o galego e o latim, logo todo parece latim ou galego.          

Vem isto a conto dum artigo recente que propunha uma etimologia nova para Ézaro, nesta ocasião viria de Lázaro. O problema não é com esta proposta em concreto, é co método. Se um topónimo não se compreende e não há testemunhas anteriores de que tinha uma forma compreensível; a que vem buscar a orige numa palavra que resulta claramente entendivel para a maioria de falantes?          

O lógico cando um topónimo não é transparente é supor que a palavra da que procede deixou de se comprender. O problema da investigação da toponímia na Galiza é que as únicas ferramentas empregadas são o romance e o latim. Com algum indefinido “germanico” e um “prerromano” ainda mais indefinido gardadados para cando o método preferido fracassa.          

Aqui é onde moitos filólogos tiram de dicionario de latim e acham uma palavra que polo geral não se parece moito ao topónimo, tem um significado que há que interpretar (não esta claro porque e chamar a assim a esse lugar em concreto) e não deixou rastro ningum no galego-português. O melhor do método é que se pode fazer o mesmo cum número de palavras e obter uns resultados igual de convincentes —não convencem a ninguém. Isto permite repetir a fórmula as veces que se queira.          

Imos empregar um outro dicionario a ver se os resultados são algo melhores.          

No dicionario de gaélico da Escócia de MacBain aparece um eas, pronunciado “es” (catarata) derivado duma palavra mais antiga comum ao gaélico da Escócia e o da Irlanda. A palavra antiga é esar, co acento na primeira sílaba, e tamem significa catarata. Dado que no Ézaro há uma catarata bastante difícil de passar por alto — ou havia até que o ministro franquista Villar Mir fechou o rio cuma serie de centrais eléctricas— é uma boa explicação.          

O único cambio que precisamos fazer coa palavra gaélica é agregar-lhe um o final para se conformar coa fonética do galego, já que o nome gaélico é masculino e o topónimo tamém: O Ézaro. De não agregar uma vogal final, seria de esperar que o ‘r’ final desaparecer já que a sílaba não é tónica.          

Dos dicionarios de Dwelly e MacLennan podemos tirar outras opções, menos prováveis, seriam:    

-Easach, pronunciado “ésagh”, um adxectivo que significa. Cheo de cascadas.    
-Easaraich, pronunciado “ésarigh”, é um nome feminino, bulir duma poça onde cai uma cascada.    

Compre sublinhar, neste ultimo caso, a idea de bulir associada cuma catarata. É bem curioso que o nome mais característico do galego para uma catarata seja fervença, que tem a mesma associação de ideas. Certo que a observação de que a auga duma catarata bule não tem nada de especial; mas noutros idiomas não tiram dela o nome da cascada.      

Mas não se preocupar, todo isto não tem nada de cientifico. O cientifico é escolher uma palavra rara dum dicionario de latim ou de galego e dispor-se a torturar nela até que ela confessar.  


anterior 1 2 3 4 5 6 seguinte

[18-08-2012 10:02] Robert Neal Baxter comentou:

Por se a alguén se lle escapou, o do euskera era unha brincadeira para demostrar que non nada difícil encontrar o que se queira, aínda que carece de fundamento. Eis un artigo interesante que fala da probabilidade de atopar elementos similares soltos entre linguas: http://www.zompist.com/chance.htm
Agora ben, polo resto teño que insistir, dubido moito que o pobo celta da Galiza falase gaélico escocés moderno, fonte de inspiración desta etimoloxía'. Que dito sexa mais unha vez, non teño nada en contra da hipótese da orixe celta de determinados topónimos e lexemas do galego moderno. No entanto, por moito que pode gostar a algunhas persoas, proceder do xeito que se fai nestes artigos non fai mais que deslexitimar o esta hipótese na comunidade científica, por chamalo dalgunha maneira, ou sexa a xente que sabe algo mais de lingüística histórica e céltica que ir buscando palabras similares nos dicionarios. Agora, se o recoñecemento de especialistas e menos importante que inventarse historias á primeira vista bonitas, hala cada quen.
Se for certo o que propón o autor, resultaría interesante atopar mais topónimos que corroborasen esta hipótese. Polo que ao método científico se refire, en canto á reconstrución lingüística, séguense unhas pautas ben estabelecidas que permiten explicar as fases das mudanzas fonéticas ao longo do tempo dunha forma para outra segundo uns patróns repetidas.
Como encaixan as mudanzas propostas no artigo (“O único cambio que precisamos fazer coa palavra gaélica é agregar-lhe um o final para se conformar coa fonética do galego, já que o nome gaélico é masculino e o topónimo tamém: O Ézaro ») co que se sabe das correlacións que existen entre o antigo galaico da Galiza, o antigo irlandés e o galego moderno? Atrévome a pensar que o habitual no consistía en que nada mudase ao nivel fonético agás engadir marcas de xénero -o e -a derivados (por certo) do latín...
O denominado método comparativo esta mais que establecido no campo da lingüística. Pódese consultar os seguintes artigos na wikipedia como punto de partida:
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparative_method
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparative_linguistics
Por certo, é este método o fundamento básico que permite afirmar que o galego e o portugués son variedades da mesma lingua... Ou iso tamén carece de fundamento científico?

[17-08-2012 22:31] Xosé Mª C. comentou:

Señor Baxter, fica demostrado o seu absoluto dominio das linguas celtas (pasadas, presentes e mesmo futuras). Do mesmo xeito, fica demostrada a súa absoluta alerxia a todo canto cheire a céltico na Galiza (lingua, tradición e cultura). Dito esto e diante da desesperada situación das anteditas linguas, en serio perigo de desaparición) pregaríalle aplicase os seus inxentes esforzos e infinitas capacidades á recuperación e posta en valor desas linguas. Se cadra así os galegos acadaremos uns modelos cos que poder realizar análises comparativas máis polo miudo sen medo a cair en prexuizos "castrexos" (dos que vostede, afortunadamente para a Historia da C. A. de Galicia, disfruta en cantidade e calidade). Ní leor teanga amháin. Oíche mhaith agus brionglóidí milse duit!

[17-08-2012 19:50] Henrique Egea comentou:

Tal vez Sr. Baxter seja mais provável que un euscaldum chegado de longe baptice um local tam afastado do mundo como o Ézaro, mas para mim que um celta gaélico é muito mais provável... por questom de coeréncia histórica e lingüística... e por lógica... que é a primeira ferramenta dum estudoso de qualquer matéria. E mesmo dos críticos deses estudosos.

Qual o inconveniente para aceitar que o gaélico foi falado na Galiza? Qual a causa de não reparar na forma do Gaélico irlandes e escocés antigo que cita o autor?

[17-08-2012 18:55] AntonioGil comentou:

Não sei... Mas pode acontecer (acontece entre os "filóloXos" "galegos") que o observador apenas tenha um olho e mesmo que não tenha nenhum. Com certeza a observação será muito deficiente... ou nula. Portanto, concordo com a advertência de partida: vale a pena ter dous olhos, três e mesmo mais para conseguir uma visão próxima da realidade. *** Por outro lado, não sei se a palavra escocesa em causa é moderna ou é tradicional; sei que não se pode despreçar à partida a proposta. *** Quanto ao "método científico"... Não sei, parece-me muito aventurado aplicar essa palavra "científico" às denominadas "ciências do homem" ou "do espírito" e, dentre elas, às "ciências da linguagem". E nestas, à etimologia dos topónimos. Não rato os "topos" e os seus "ónoma" persistem mesmo com as mudanças ou transmigrações dos habitantes desses "topos". *** Em conclusão, não me parece desaminhada a proposta do Alberte Lago Vilaverde

anterior 1 2 3 4 5 6 seguinte
Engade o teu comentario:

Os campos marcados con* son obrigatorios.







© Fundación Bautista Álvarez de Estudos Nacionalistas
Terra e Tempo (ISSN 1575-5517)
Avenida de Lugo, 219, 1º, 15703 • Santiago de Compostela • Galiza
981 57 02 65 – info#code#terraetempo#code#gal

A Fundación recibiu unha axuda da Deputación da Coruña na convocatoria de 2018 para a mellora da utilidade de páxina web. Deputación da Coruña