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05-02-2012

Este foi o berro de centos de corunheses que o passado 15 de janeiro se concentraram em solidariedade com os trabalhadores da Torre de Hércules e contra o seu feche

Mais luz para Corunha, que não nos toquem a Torre!

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GAEL GONZÁLEZ BEIRA



Este foi o berro de centos de corunheses que o passado 15 de janeiro se concentraram em solidariedade com os trabalhadores da Torre de Hércules e contra o seu feche.

Com o começo do ano o PP corunhês surpreendeu-nos com a nova de que ia fechar o faro da humanidade por três meses para acometer umas urgentíssimas obras de reabilitação, que não dá a conhecer, e de passo deixar na rua aos treze trabalhadores que o atendem, literalmente pois mudaram a fechadura. E é que logo de duas semanas pechada nem começaram as obras, nem conhecemos quais vão ser tampouco as trabalhadoras e os trabalhadores não têm garantida a sua continuidade. Com esta fórmula o PP ensaia o incumprimento das cláusulas de sub-rogação fixadas nos convénios para outras instalações municipais com concessões administrativas.

Se é que a Torre precisa obras, queremo-las conhecer, como é possível que conheçamos o tempo que supostamente vai requerer que permaneça pechada, e não o que vão fazer com ela? Como é possível que não a pudessem fechar por tramos como já se tem feito noutras ocasiões? Que obras pode necessitar um monumento que há dois anos passou o exame dos inspetores da UNESCO e foi declarado património mundial?

Chama poderosamente a atenção que os que noutros momentos se erigem em porta-vozes da cidadania nos assuntos locais, e não só, não abram a boca. Nem La Voz de Galicia, nem as associações de empresários, nem sequer o Instituto Estudos Torre de Hércules, nem lhe tenham dado cobertura à justa reivindicação dos trabalhadores nem a causa da Torre. Mesmo a própria UNESCO, que também tem advertido ao governo municipal da Corunha noutras ocasiões deveria pronunciar-se.

Contra trevas, menos mal que temos ferramentas que procuram botar luz sobre os assuntos que afetam às trabalhadoras e trabalhadores e manter acesos os símbolos que nos identificam como povo. Mais luz para Corunha, que não nos toquem a Torre!


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