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20-03-2010

A universidade na encruzilhada da excelência

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GAEL GONZÁLEZ BEIRA



Num momento no que as universidades galegas tens de reduzir o seu orçamento pela crise económica, a congelação das transferências da administração autonómica e por um plano de financiamento que já nasceu eivado, estas agarra-se como a um cravo ardendo à certificação de Campus de Excelência Internacional que supõe uma percentagem mui relevante do financiamento das poucas que têm o privilégio de serem escolhidas. Mas qual é o significado real desta Certificação de Excelência Internacional?

Observamos como se nos pinta um cenário idílico para a Universidade de Santiago derivada da obtenção desta prezada certificação para o seu projeto, Campus Vida, em novembro de 2009, deixando de parte que a universidade compostelá concorrera em solitário numa visão cantonal, exclusivista e competitiva do Sistema Universitário Galego que por outra banda é compartilhada em essência pelas outras duas universidades galegas, o caminho da excelência é o caminho da elitização e da privatização das universidades que já se tracejou em Bolonha em 1999.

Os seus objetivos são em abstrato, alguns diretamente os eufemismos aos que nos tem acostumados o processo de Bolonha e outros simples brindes ao sol: melhorar a qualidade, eficiência e eficácia da docência universitária, adaptação ao Espaço Europeu de Educação Superior; atrair estudantes, investigadores, gestores e tecnólogos estrangeiros; promover a agregação de instituições e empresas para criar um contorno académico, científico, empreendedor e inovador; criar verdadeiros contornos de vida universitária, integrados no território e com altas prestações de qualidade de vida e serviços.

Que pode ter de excelente uma universidade que só serve aos interesses das transacionais e do monopolismo financeiro no canto dos interesses coletivos do seu povo? Onde está a excelência dum sistema educativo que lhe dá a espalda à nossa língua, cultura e economia? Que tem de excelente uma universidade que só transfere o conhecimento e a investigação que são rendíveis em termos de mercado? É excelente captar estudantes, investigadores e professores estrangeiros por mui talentosos que sejam entanto os nossos fogem desesperadamente na busca de trabalhos aos que não tens acesso na sua própria terra? Que tem de excelente uma limitação de praças, umas taxas e um sistema de pós-graus que só supõem um atranco para os setores mais populares do nosso país? Que soberbia qualificar de excelentes campus que nem sequer tens água quente no seu já desmantelado sistema de residências!

A jeito de conclusões sugiro não deixar-nos cativar pelos cantos de sereia da excelência e impulsionar um sistema universitário galego integrado no caminho duma Universidade pública galega concebida como o serviço público essencial que devera ser, financiada publicamente e sujeita a critérios que beneficiem as maiorias sociais e as classes populares e que seja motor do desenvolvimento cultural, social, científico, económico e político do nosso povo, para mim isso seria o excelente!



[21-03-2010 ] Ana María Fernández Cerviño comentou:

En cuanto a la problematica social, universitaria gallega no cuento con demasiada información como para emitir una opinión, a lo que me voy a referir como descendiente directo de gallegos y como ciudadana española,es a mi apoyo a la Asociación "Queremos Galego" en contra del "decretazo".
Considero que cualquier pueblo del mundo debe hacer respetar sus raíces, su historia,sus creencias, su idiosincracia, su lengua..
Desde aquí Uruguay mi apoyo incondicional a todos los luchadores..por rescatar los verdaderos valores de la vida..por un mundo mejor..un abrazo a todos los gallegos.


Ana María Fernández Cerviño

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