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07-06-2011

A Conselharia do Mar regala as nossas costas ás multinacionais de piscicultura, neste caso para produzir salmom em gaiolas

Gaiolas de salmom e piscicultura industrial

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Mais unha vez a Junta da Galiza mostra a sua política para o sector pesqueiro e marisqueiro, a Conselharia do Mar regala as nossas costas ás multinacionais de piscicultura, neste caso para produzir salmom em gaiolas. É acaso isto só um projecto ilhado, ou há mais atrás?.

Estamos a ver desde há anos como a situaçom do sector é cada vez pior. O desamparo da nossa frota pesqueira em Europa, especialmente a artesanal na negociaçom dos TACS (total admissível de capturas) fixo que a estas alturas do ano já tenhamos espécies com as cotas esgotadas, Lírio, Pescada...No que se refere á política de desguaces nom é desamparo, é colaboraçom, ninguém se opom á modernizaçom da frota mas si á sua desapariçom, nom há mais que revisar os dados que a mesma Conselharia da para ver a caída continuada de embarcaçons e tonelagem. Problemas para a regularizaçom de embarcaçons...

No que se refere ao marisqueio mais do mesmo, a inexistência de depuradoras de aguas residuais e os recheios figérom perder grande parte de bancos marisqueiros e diminuir a sua produtividade, ademais ocasionar a proibiçom para a comercializaçom de muitos bancos marisqueiros por estar catalogados como zonas C. Ante isto as propostas da Conselharia som: a moratória das zonas C, e introduzir espécies forâneas mais resistentes (ameija japonesa), isto traduze-se na perda continuada de mariscadoras e mariscadores, tanto a pé como a frote.

E da aquicultura que se pode dizer, o cultivo de mexilhom, espécie na que os galegos fomos pioneiros no seu cultivo e hoje vemos como se comercializam no nosso pais miles de toneladas de mexilhom chileno co apoio da Conselharia e tirando os preços do nosso produto.

Essa atitude da Conselharia de pesca de ir a reboque do sector quando nom contra del, cambiam totalmente no que se refere á piscicultura. Aqui nom há problema de dinheiro para as subvençons. Nom passa nada se há que requalificar terrenos, fai-se umha lei á medida e assunto solucionado, onde era LIC ou ZEPA agora podem-se construir macropiscifactorias, todo ao serviço do cliente.

Mas, as gaiolas de salmom som tam boas?, vam criar postos de trabalho e nom vam afectar ao meio marinho?, e este o modelo de desenvolvimento que precisa o sector para sair adiante e criar riqueza?.

Primeiro há que falar da piscicultura, e neste caso ocorre como no Rodavalho, o cultivo de peixes carnívoros implica que há que pescar outras espécies para mante-los, em vez de para o consumo humano. Ademais os monocultivos sempre som perigosos, um parasito, umha enfermidade ou umha baixada nos preços desta espécie e toda esta indústria cai.

A Conselharia aporta "provas" da sua inocuidade, dim que nom altera o meio marinho porque já figérom provas com duas gaiolas na ria de Arousa. Extrapolar os dados de duas gaiolas a como mínimo 10 vezes mais tem validez científica cero, só vale para "justificar", mas nom para demostrar nada, acaso e extrapolavel a contaminaçom que produze umha vila de 20.000 habitantes á umha cidade de 200.000?. O alimento que se bota nas gaiolas nom todo é consumido, caindo no fundo da ria, ademais no alimento engadense-lhe antibióticos para controlar as possíveis enfermidades devido á sua alta densidade, morrem peixes, defecam... e todo isto que passa, evapora-se?.

Sempre se nos di que a piscicultura nom tem impacto no meio, mas temos um exemplo no nosso pais, Acuidoro tivo que pechar as portas depois da construçom do "porto exterior" de Ferrol, a toma de agua e o vertido da já usada estavam muito próximas, nom passava nada quando havia fortes correntes, mas quando o "espigom" do porto as eliminou, os peixes começárom a morrer e rematárom com o peche da empresa.

Falasse-nos também que já fôrom provadas nos fiordos de Noruega e Chile, é verdade, mas onde também causárom graves problemas de deterioro ambiental. Ademais nom se pode equiparar umha ria (vale fluvial) a um fiordo (vale glaciar), com unha estrutura que, ainda que aparentemente análoga pouca semelhança tem, com estruturas e dinâmicas muito diferentes aos das rias galegas.

Outro dos argumentos da Conselharia é a criaçom de postos de trabalho, falam de vários centos, quando isto é um processo que está altamente mecanizado e que apenas necessita da intervençom humana. Se ademais temos em conta o impacto ambiental e a sua afeiçom á pesca e o marisqueio, a conta final é perda de postos de trabalho, a nom ser que desde a Conselharia pensem nos que se podem criar na emigraçom. Em qualquer caso degradaria o meio marinho perdendo biodiversidade o que implicaria a destruiçom de postos de trabalho, de tecido e estrutura produtiva já que afectaria especialmente ao marisqueio e pesca tradicional.

Este modelo de "desenvolvimento" significa riqueza para uns poucos e destruiçom, paro e pobreza para a maioria. Nom é soluçom a industrializaçom do mar e o seu controlo por parte de multinacionais alheias á nossa realidade. A piscicultura pode ser possível mas de um jeito nom masivo, com diversificaçom de espécies e com a implicaçom do sector no desenvolvimento e controlo da mesma, e dizer em conjunto coa pesca tradicional nom na sua substituiçom.

Os galegos e galegas temos claro o que queremos fazer coa nossa costa, começando pola sua recuperaçom meio ambiental, recuperaçom da capacidade produtiva, elaboraçom de planos e projectos adequados á realidade galega, desde equipamento e formaçom á criaçom de reservas marinhas e exploraçom racional dos recursos. A pesca artesanal tem que ser protegida e desenvolvida, porque é a que permite a exploraçom dos recursos de um modo mais sustentável e a captura de peixe de melhor qualidade.

Há que destinar os recursos da Conselharia, desde a investigaçom ao salvamento, vigilância... ao desenvolvimento eficaz, obtençom do máximo recurso sustentável e garantir a seguridade e qualidade de vida dos marinheiros e mariscadoras. Os nossos recursos nom podem estar ao serviço das multinacionais, nem se podem desenhar desde umha realidade alheia á nossa as políticas a levar a cabo no nosso mar.


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