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07-05-2011

Parece que todo o mundo com algo de sensatez assume que o futuro da humanidade passa polo desenvolvimento sustentável, mas é isso possível?

Sustentabilidade?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS



Parece que todo o mundo com algo de sensatez assume que o futuro da humanidade passa polo desenvolvimento sustentável, mas é isso possível?. É possível medrar e ao mesmo tempo face-lo de modo sustentável? . Se o planeta e os seus recursos som finitos onde está o truco?.

Os famosos três R do ecologismo; reduzir, reutilizar e reciclar, nom estám nessa ordem por acaso. O primeiro passo, e o mais importante deles é o primeiro, reduzir.

Todos e todas temos mais ou menos perto de nos recipientes de formas e cores várias para a reciclagem. Praticamente nom recicla o que nom quere, e com iso já está, já cumprimos coa sociedade e com o planeta, podemos dormir tranqüilos que há futuro para os nossos filhos. Mas a cousa nom é tam simples, nom é que nom seja necessário reciclar, é imprescindível porque os recursos som limitados e, ou reciclamos ou esgotamos antes os recursos. Antes, porque ao final todo se esgota.

Vivemos hoje na sociedade do consumismo, há que comprar sempre sem parar. Há uns anos passava de moda a roupa, hoje passa todo, telefones mobiles, aparelhos eléctricos de todo tipo, coches... E nisto dos coches (o digo porque levam mais tempo entre nos) vesse o processo de aceleramento, de caducidade acelerada. Antes um modelo de coche durava muitos anos, agora em apenas um ano já fam um "re-styling", e com pouco mais, cambiam o modelo. É raro o ano sem nengumha novidade no mundo da informática portátiles, "netbooks", "tablets"...

Comprar, para tirar, para comprar. Mas vamos ao segundo dos R, a reutilizaçom, muitas vezes confundida coa reciclagem. Há nom muito tempo que na Voz de Galicia havia umha secçom chamada "chapuças galegas", onde é verdade que ás vezes havia barbaridades, mas a maior parte delas eram autênticos exemplos da reutilizaçom (dar um segundo uso a umha cousa). Por exemplo, algum vizinho que puxo um sofá para estar mais cómodo dentro dumha "marquesina" de parada de autocarro, deve ser que afeia a linha estética da fibra de vidro no meio do rural ou denigra o nome da generosa entidade que fixo tal esforço monetário para a melhora da qualidade de vida rural. Ou umha cozinha de ferro reutilizada como cabana para um cam, banheiras e "metálicos" utilizados para ter onde beber o gado ou pechar leiras. Nom é casualidade que todo isto ademais ocorra no rural, onde desde sempre se tivo um conceito da vida mais prático e sempre se lhe busca uso a todo, nom importa a moda, importa a comodidade e nom se desaproveita nada. Claro que esta secçom nom ia encaminhada por aí. Tentava-se dar umha imagem do atraso do rural, usar o bombo dumha lavadora para assar castanhas!, iso é pouco moderno, há que tirar a lavadora e comprar um assador de castanhas de desenho.

Há muitas cousas que se podem reutilizar, e umha segunda vida é polo menos o duplo de tempo em uso. Umha cousa tam simples como um papel tem duas "caras", e normalmente rematam no lixo com umha em branco. Haveria muitos exemplos que por e nom é este o momento. Simplesmente pensar que duplicando a vida das cousas reduzimos o consumo e aumentamos o aforro. E quando falo de aforro quero aclarar que me refiro á espécie, nom ao individuo.

Falava há um pouco da sociedade consumista, para poder comprar há que produzir, e tanto o processo de produçom como o de uso implica consumo de energia. Nom vou falar aqui dos tipos de energia. Da nuclear, da que já se falou aqui avondo, mas nem sequer das renováveis. Já que antes de produzir energia teremos que ver a que necessitamos, e realmente necessitamos tanta?.

Necessitamos todo o que produzimos e todo o que consumimos?, porque se é assim somos totalmente inviáveis como espécie. A forma de regulaçom dum depredador, do máximo depredador (e nos o somos), por exemplo do leom na savana de África é a falta de alimento, quando queda sem alimento morre coa fame, a povoaçom descende até o limite que permite o sobrevivência. No nosso caso som os recursos em geral. Por iso é tam importante a reduçom, é o primeiro passo a dar, o mais importante porque de nom reduzir, os outros dous R apenas pouco podem fazer.

É por iso que volvo ao começo, e agora ponhamo-nos no caso de que cumprimos os três R, mais com a povoaçom que segue a medrar, é possível?. Podemos incrementar o PIB sem consumir mais recursos?, nom!. Quando antes punha o exemplo do leom dizia que baixava até o limite que permite a sobrevivência, isto tem umha traduçom simples equilíbrio. Poderemos estabelecer o rendimento máximo de um recurso mas se o sobre-passamos quedaremos sem ele, o que equivale a desaparecer. A espécie humana tem unha capacidade muito superior que o resto dos seres vivos para transformar o meio e aproveitar os seus recursos, mas nom somos magos, ainda nom atopamos a "pedra filosofal", assim que há o que há e mais nada.

Quando um lhe explica a um neno que nom pode fazer umha cousa, que nom todo é possível, pensa-se, claro é um neno, nom pode compreender ainda porque é pequeno. E quem nos vai explicar a nos que somos adultos, que nom podemos fazer todo o que tenhamos ganha?. A pesar do ensino judeu-cristiano que nos fixo crer que somos uns seres diferentes, á imagem de deus, os seus elixidos, temos alma... Vai sendo hora de chegar a adultos e assumir o nosso papel como primates que somos neste planeta, com menos pelo e com roupa, mas primates. Os poderes especiais só existem na imaginaçom.

Nom é possível seguir a medrar indefinidamente. É necessário decrescer, temos que realizar umha revisom dos nosso limites, compreender onde estamos, e que só no equilíbrio temos futuro. Nos nom somos o leom da savana, o nosso impacto e mutisimo mais grande e polo tanto também o será a caída.


[08-05-2011 02:29] Para cando o decrecemento no BNG? comentou:

A ver se todo o BNG asume dunha vez o decrecemento.
Defender o AVE, do xeito que o fai, non parece ir nesa liña.

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