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07-04-2011

Fronte a umha politica determinada á eliminaçom de todo o sector do mar

Manifesto pola recuperaçom das rias

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Golfo ártabro


Provavelmente a frase que melhor defina umha película de mafia é "que pareça um acidente". Poderia-se identificar a política da conselharia do mar na defesa da pesca e marisqueio com umha expressom parecida, " que pareça despiste", mas só é iso aparência.

Atrás disto agacha-se um desenho político claro e determinado para o sistemático desmantelamento da nossa capacidade pesqueira e marisqueira.

Isto é algo que nom começou agora, nem sequer foi interrompido polos dous anos de conselharia do PsoE que actuou do mesmo modo. Mas estes dous últimos anos, como o resto do governo galego, estám a trabalhar com mais pressa.

Só com mirar os orçamentos desta conselharia para este ano, pode um ver do que estou a falar. Há recortes para todo mas nom para portos desportivos, e nas ajudas para desguaces.

A frota cada vez mais minguada. As cotas de pesca que nada tenhem a ver coa realidade dos "stocks" reais mas si coa pressom que o governo espanhol fai na negociaçom em Bruxelas, e dizer, há peixe no mar mas nom se pode pescar, para poder come-lo há que importar o que outros pescam. Mentres aqui os barcos e agente em terra.

Em só dez anos o número de mariscadoras e mariscadores a pé baixou á metade, de 8.000 a menos de 4.000 a começos de 2.011. Iso si, importa-se marisco que compete co nosso a preços mais baixos, o que significa trabalhar mais para ganhar o mesmo. Ademais agora eliminam a ajuda para as que se retiram com 65 anos mas nom tenhem cotizado o período mínimo (nom quere dizer que nom trabalharam antes, e que antes nom se cotizava), tinham que face-lo porque eram umhas "privilegiadas", aqui si que há recortes.

No marisqueio desde embarcaçom, no mergulho, ocorre o mesmo, somando-lhe os problemas para regularizar as embarcaçons e os motores, devido a umha legislaçom feita para umha realidade que desde logo nom é a nossa.

Para o mexilhom ocorre o mesmo, primeiro ajuda-se a introduzir o mexilhom chileno no nosso mercado, logo sobem-se as taxas e impostos aos bateeiros...

Pola contra é o grao de efectividade e servilismo ante as multinacionais da aquicultura e incrível, aí nom há problemas de dinheiro, zonas onde implantar gaiolas ou plantas de aquicultura em terra, requalifica-se o que seja necessário, ou manda-se á guarda civil.

Quedam muitas cousas, cada umha destas soa nom parece muito, mas todo somado e com umha perspectiva de tempo adquire toda a sua dimensom. A dumha politica determinada á eliminaçom de todo o sector do mar. Nom á sua transformaçom, nom há nada disso, o que há é um desmantelamento. E ao mesmo tempo entregamos a nossa costa para as multinacionais da aquicultura, e o turismo, trocamos produçom e emprego por camareiros e emigrantes.

Se o sector ainda no desapareceu, é porque está vivo e resiste, dentro destas iniciativas podemos atopar o manifesto pola recuperaçom das rias e da costa galega. Pudo começar noutro lugar mas o fixo no golfo Ártabro. E digo começou porque nom rematou nele, senom que nasce para expandir-se por toda Galiza.

Nasce aqui, porque a situaçom da ria de Ferrol e insustentável, o 41% declarado zona C, e que afecta a case o 80% dos bancos marisqueiros da ria, só se pode extrair marisco para a venda três meses ao ano, e o marisqueio a pé da Confraria de Baralhobre é impossível porque todo é zona C. A ria da Corunha ainda que algo melhor tampouco é para tirar foguetes.

As depuradoras de aguas residuais (EDAR) que tinham que estar rematadas há 6 anos nom estám, e quedam vários anos mais por diante. O motivo? ninguém sabe, ninguém resposta, será despiste?. O pior e que graças aos recheios existentes a situaçom ainda se agudiza mais, nom só se aumentam as zonas C ao nom haver circulaçom de agua. Ademais favorece a acumulaçom de materiais de todo tipo, lama, matéria orgânica, contaminantes, que pouco a pouco nom só acabam coa vida, também acabam com os bancos marisqueiros, pesqueiros e literalmente coas rias, perde-se a profundidade, de ria a esteiro.

Suponho que vos soará a muitos e muitas de vos esta situaçom, comum em maior ou menor medida em toda a costa galega. Há que engadir claro está, indústrias á beira do mar que contaminam e alteram o meio marinho sem nengum controlo, portos desportivos e urbanizaçons feitas á costa de cargar-se zonas de produçom ou face-las inviáveis...

O manifesto começou-se a gestar no momento em que a conselharia solicita a Bruxelas a moratória da zona C (já explicado num artigo anterior), havia mais confrarias, mas ainda estando de acordo, soou o telefone e quedárom atrás. Hoje estám as confrarias de A Corunha, Baralhobre e Ferrol, as que quedamos, amanham serám mais. É por iso que isto começa, mas nom remata. Nom pode rematar se queremos que o mar siga a produzir, gerar postos de trabalho e recuperar meio ambientalmente umha costa muito mal tratada.

Desde o manifesto exige-se dos governos espanhol e galego o remate e posta em funcionamento das EDAR, a eliminaçom e/ou modificaçom de recheios, e eliminar os "fangos" acumulados alí onde fosse possível.

Como nacionalistas temos um compromisso com o nosso pais e com os seus sectores produtivos, compromisso que é a essência da nossa existência como organizaçom política. Nom podemos ficar impassiveis ante a morte da pesca e o marisqueio.

Este nom é simplesmente um artigo, é um chamamento á difusom e recolhida de assinaturas, a espalhar o manifesto por todo o nosso pais, a rematar dumha vez a desfeita, a apoiar as iniciativas dos marinheiros e mariscadoras que luitam na defesa do seu futuro que é o futuro de todos e todas nos

Para isto podedes enviar um correio a salvarasriasgalegas@gmail.com desde onde se vos enviará o manifesto e a informaçom que necessitedes, também se podem enviar apoios de associaçons, colectivos...


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