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21-03-2011

Faz-se 75 anos do seu assassinato

Bóveda como bandeira

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GAEL GONZÁLEZ BEIRA


Cartel das Xornadas de Economía "Alexandre Bóveda" organizadas polos Comités


Está-se a converter num costume o trânsito da manipulação ao ocultamento das figuras mais destacadas da nossa história por parte das instituições públicas, exemplos abundo são os mais recentes de Rosalía de Castro, que o 125 aniversário do seu passamento se saldou sem nenhum ato institucional da Junta de Galiza para comemorá-lo, igual que o centenário do nascimento de Carvalho Calero ou o 125 aniversário do nascimento de Castelao, que desgraçadamente está a correr sorte parecida.

A personificação da ocultação, o paradigma deste proceder, podemo-lo topar em Bóveda. Cumpre recordar que, como muitos patriotas fuzilados no 36, faz-se 75 anos do seu assassinato cuido que não seria tarefa singela para os herdeiros políticos dos seus assassinos manipular ou instrumentalizar politicamente a figura dum fuzilado e resultara-lhes mais singelo procurar o seu esquecimento e a ocultação da sua transcendência. Castelao deixou bem clara a importância do contributo de Bóveda à causa nacionalista com uma frase que não podemos deixar de citar «a miña saudade aínda quixo visitar devotamente os moitos cimeterios de Galiza, onde durmen os derradeiros mártires da Liberdade, en número incontable. A miña imaxinación veu unha fogueira en cada cimeterio, como outros tantos clamores de xusticia. Pero no de Pontevedra veu unha labarada que chegaba até o ceo. Era o lume do espírito de Bóveda que non figura na Santa Compaña dos inmortaes, porque non pertence á Historia senón á Tradición, en arume de Lenda. Bóveda terá de ser nun mañán próximo ou lonxano, a bandeira da nosa Redención».

Trair a Bóveda hoje aos leitores do Terra e Tempo não tem como finalidade recordar a data do seu assassinato pois é óbvio que não nos aproximamos ao 17 de agosto. Tem por objeto ressaltar um dos aspetos mais desconhecidos da personalidade de Bóveda e do seu papel na construção do discurso do nacionalismo nos anos trinta assim como animar a outros mais espertos a ressaltar a importância e o avançado do seu pensamento económico e fiscal.

São escassíssimas as recordações ao seu perfil como economista, porém quisera por de relevo o trabalho publicado pelo professor Caizos nas páginas do volume 22-23 do Terra e Tempo sobre Bóveda no que devera de ser ponto de início da recuperação e posta em valor do seu perfil como economista. Nada do ali descrito se estuda nas aulas de nenhuma das cinco faculdades de economia ou empresariais que existem em Galiza e, por suposto, não é de leitura recomendada em nenhuma das suas matérias, e o único que entrou nestas foi uma placa numa aula que por iniciativa dos CAF se lhe dedicou na Faculdade de Economia e Empresa da Corunha no centenário do seu nascimento.

Cuido que a sua achega na defensa da nossa suficiência financeira, da imposição direta baseada em critérios de justiça social e progressividade plenamente adaptada à situação do nosso país, na oposição à imposição indireta, na aposta pela gestão única dos serviços, na reforma da organização fiscal, na defensa dum sistema financeiro próprio com o impulso às Caixas de aforro, foi fundador e primeiro diretor da Caixa de aforros de Pontevedra, ou na proposta de criação duma Banca Pública Galega é absolutamente imprescindível, cumpre pois resgata-la, explica-la e pô-la em valor, está plenamente vigente e mesmo de atualidade.


[23-03-2011 19:35] Mario Solinho comentou:

Certo que moi acaido o artigo, e moi actual o recordatorio do traballo do Irmán Boveda na Caixa.

Moito obrigado.

[23-03-2011 09:26] Abelardo X del Caño comentou:

A lei do silezo é a homenaxe co españolismo dá as nosas figuras. Quén pode imaxinar a Universidade Galega, hoxendía, rendendo xusto tributo, non xa político mais sí académico, a Bóveda, a Carvalho...a Rosalía... a Castelao? Penso que temos claro todos cal é o seu pago pola nosa entereza, a nosa confianza no Pais e o sono dunha Galiza ceibe de verdade! Bó artigo Gael!

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