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07-02-2011

Sabemos o que fazemos, sabemos as conseqüências que traz e seguimos a fazer o mesmo

Mas, somos tam maos os humanos?

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JOÁM LUÍS FERREIRO CARAMÊS


Raposo


Na película The Matrix há um momento já cara ao final na que "Smith" um dos agentes de Matrix di-lhe a Neo que descobriu que os humanos nom somos mamíferos, porque os mamíferos logram um equilíbrio perfeito entre eles e o meio que os rodeia. Smith di que os humanos quando chegamos a um lugar multiplica-mo-nos e arrasamos todos os recursos e logo traslada-mo-nos a um outro lugar, comporta-mo-nos como vírus e somos o cancro do planeta.

Este diálogo tem dous erros graves:

1.- Os vírus nom seres vivos, ou polo menos nom há unanimidade na comunidade cientista para defini-los assim.
2.- Os seres humanos nom temos um comportamento diferente do resto dos animais, vertebrados ou nom. Este segundo ponto é algo que em geral está assumido tal como o di Smith, nom só no movimento ecologista senom na sociedade em geral, mas é radicalmente falso. Mas porque pensamos assim?.

No caso do guionista do filme é doado descobri-lo, tendo em conta o nome que lhe da á cidade onde estám os humanos livres "Siom". Si, a educaçom judeu-cristiana di-nos que o ser humano é mao, já que desobedecemos a deus, somos seres malignos que nascemos com o pecado original e passamos a vida a pecar. Mas ainda que a educaçom judeu-cristiana esta aí no fundo mais do que cremos, há gente que chega a esta conclusom devido ao nosso comportamento coa natureza, somos depredadores despiadados!. É certo isto?. Se pensamos com detenimento isto seria umha boa justificaçom para todas as barbaridades que fazemos. É dizer que as fazemos porque somos seres intrinsecamente maos, está na nossa natureza face-lo assim.

Ainda lembro nos livros da escola ver aquelas divisons de animais entre "beneficiosos" e "malignos", nestes últimos estavam quase todos os depredadores, evidentemente eram malignos porque competiam com nos polos recursos. Mais adiante quando se começárom a ver na televisom documentais de animais, a visom do mundo selvagem era idílica, todo estava em harmonia, os herbívoros comiam tranqüilamente e os carnívoros só comiam o que necessitavam caçando só aos mais velhos e enfermos, ajudando á selecçom natural. Todo estava num magnifico equilíbrio que só os humanos estropiávamos.

A realidade é outra, todo está em equilíbrio si, mas é um equilíbrio dinâmico. Isto quere dizer que som os recursos os que controlam a situaçom, os herbívoros vivem mentres tenham erva e os carnívoros mentres tenham herbívoros que caçar, e por certo caçam os velhos e os enfermos nom por consideraçom se nom porque é o mais fácil, por iso caçam também crias. Se há menos erva há menos herbívoros e polo tanto menos carnívoros...Todo isto pode-se extrapolar aos invertebrados e microrganismos, já que todo está entrelaçado. Se quitamos dum lado da balança, há que quitar também do outro senom nom há equilibrio.

Ainda assim há quem pensa que os animais autorregulan-se. Para isto podemos por como exemplo todos os animais que o ser humano levou a Australia (Camelos, Cavalos, Gatos, Coelhos...) e que depois de mais ou menos tempo começárom a causar graves problemas coa flora e fauna autóctones, chegando a causar a extinçom de algumhas espécies, tendo que realizar um grande esforço o governo australiano para pode-los controlar. Mas nom é necessário ir a Australia, temos exemplos aqui, os caranguejos de rio americanos ou o visom americano desprazam ás espécies próprias do pais ate elimina-las, os exemplos de vegetais som ainda maiores, temos já nesta altura muitas espécies animais e vegetais de terra e do mar que causam graves danos. Onde fica entom a autorregulaçom própria de cada espécie?, em nengum lugar porque nom existe, mentres umha espécie animal tem recursos explora-os ate remata-los. Qualquer pessoa que tenha ovelhas onde há lobos sabe o que fam quando caçam, nom matam umha para comer, matam todas as que podem, para quando volvam te-las ai, o mesmo que fai o raposo coas galinhas.

E que é o que acontece com nos? Pois que nos comportamos como qualquer outro ser vivo, ocupamos umha zona e esgotamos todos os recursos desde os mineiros ate os alimentares. Há tribos primitivas que nom o fam, é verdade, mas porque ainda nom tenhem capacidade para face-lo.

O mais grave de todo isto, e que si somos diferentes numha cousa, a diferença do resto dos animais, nos somos capazes de ver a longo prazo, de poder determinar cales vam ser as conseqüências dos nossos actos, da nossa depredaçom dos recursos. Aí está a verdadeira diferença, sendo um animal mais que por instinto arrasamos com todo, somos capazes de ver mais alá e predizer assim que acabaremos nom só destruindo o planeta senom que ao final remataremos com nos mesmos.

E como espécie que conclusom sacamos disto?, e aí está o grave, nengumha!, sabemos o que fazemos, sabemos as conseqüências que traz e seguimos a fazer o mesmo.

Podemos falar do capitalismo que é a máxima expressom da rapinha, e a sua combinaçom coa globalizaçom que está a arrasar por completo o planeta, nom só esquilmado os recursos, também causando extinçons de espécies animais e vegetais e causando a morte e a miséria de milhons de seres humanos. Ademais de criar umha desestabilizaçom climática de incalculáveis conseqüências. Mas contra isto compre umha actuaçom global, mas também particular.

Nom somos os malignos do planeta, somos umha espécie que graças ao desenvolvimento da nossa inteligência fomos capazes de ocupar todo o planeta de explorar todos os seus recursos. Mas somos incapazes de utilizar essa mesma inteligência para explora-los dumha maneira sustentável, sabendo que nisso nos vai a vida como espécie. Ao final o que parece é que a inteligência nom serve de muito, porque se seguimos assim, imos cara a extinçom, levaré-mo-nos por diante a outras muitas espécies. E depois o planeta seguirá sem nos. Eu tenho claro que nom somos maos, somos umha espécie animal mais e comporta-mo-nos como tal. Ao final é o meio o que se autorregula, quando rematemos os recursos, quando o nosso impacto seja tal que nom podamos sobreviver, desapareceremos. Todo isto devera-nos levar a pensar se realmente somos tam inteligentes.


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